
As MÍDIAS como atores sociais (p.73:80), do Livro de J. MARTIN-BARBERO e GERMÁN REY, “Os Exercícios do Ler” (São Paulo, Editora SENAC, 2004)
Há um cenário de resignificação social das mídias. É um debate importante para as políticas culturais e a própria democratização da sociedade brasileira. Este cenário traz mudanças concretas, que precisam ser consideradas quando nós lidamos com a esfera pública, a mídia e seu papel pretensamente isento e acima do bem e o mal.
a) Reformulação da identidade das mídias como atores sociais; As mídias, além de “mostrar” como vão ocorrendo as mudanças as acompanham. De um perfil mais homogêneo e unificado para um mais plural, heterogêneo, laicizado e fragmentado (p.73).
b) Mudanças na percepção da sociedade civil sobre as Indústrias Culturais; “Elas, também, deixaram de ser organizações familiares para uma gestão empresarial e corporativa e de uma intervenção focalizada a uma multidimensional”. Muda seu papel como ator social e seu próprio funcionamento cultural. Questionam-se seus limites de “sujeito isento” através da qualidade da informação, independência, e compatibilidades entre informação e interesses econômicos. Este fenômeno pode se caracterizado pela “Empresarialização das Mídias” (p.76) e está relacionado diretamente com as interseções entre mídia e outros gêneros, demandando estratégias comerciais agressivas, a busca de novos produtos e mercados, a preocupação com a audiência etc.
c) Interseções entre mídia e outros gêneros;
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