terça-feira, 19 de outubro de 2010

Cidades do Espetáculo? Do Conhecimento? Do Multiculturalismo?

MONTERREY, MÉXICO.




Cidade mexicana, com 3,8 milhões de habitantes em sua área metropolitana, ex cidade industrial, hoje busca recolocar-se internacionalmente como uma cidade do conhecimento. Theiss (2009) argumenta que, com o tempo, “a competição intercapitalista promove relocalizações da atividade econômica em direção a regiões mais vantajosas”. Isto pode ocorrer pelas inovações tecnológicas, pelo desenvolvimento dos meios de transporte e comunicação, no qual as corporações repensam as dinâmicas de acumulação permanentemente, buscando cenários mais lucrativos para formas específicas de produção de mercadorias. 


Essa competição reconfigura periodicamente o território, com a emergência de regiões bem sucedidas e centros de acumulação de capital competitivos globalmente.  Segundos os autores desta perspectiva, é essa competição entre “regiões e mesmo entre outras unidades territoriais” que governa a dinâmica capitalista atualmente. “Se uma dada região se torna a mais dinâmica e bem sucedida na produção de certo bem, ela passa a ser referência para o mundo em termos de custos, condições de trabalho, padrão tecnológico, organização sindical etc” (Theiss, 2009). Surgem nesses processos regiões perdedoras (espaços nos quais o processo de acumulação parece estar travado e sua sociedade, em conseqüência, parece empobrecer além da pobreza herdada.) e regiões vencedoras (espaços nos quais a economia tende a crescer e a sociedade a se tornar mais rica). 



Enfim,...
Para Canclini (2008) “As Cidades do conhecimento são desenhadas para propiciar um desenvolvimento econômico baseado no conhecimento científico, nas tecnologias avançadas de informação e numa fluída interconectividade global. Trata-se de usar a pesquisa e a inovação como recursos básicos para agregar valor à produção e propiciar um desenvolvimento acelerado com maior competitividade internacional; fomentar a articulação entre universidades, empresas e criadores; facilitar o acesso de todos os cidadãos às novas tecnologias da comunicação; orientar a educação formal e informal para elevar o nível educacional de toda a população, especialmente as aprendizagens de conhecimentos e inserções que favoreçam a aquisição desse tipo de Capital Social”. (p.17)

Atualmente são atrações: - Planetário Alfa
- Museu de História Mexicana
- Museu de Arte Contemporânea
- Museu do Palácio do Governo
- Museu de História Natural
- Museu do Vidro
- Casa da Cultura de Nuevo Leon
- Centro das Artes
- Pinacoteca Colégio Civil
- Teatro da Cidade de Monterrey
- Bairro Antigo
- Parque Fundidora
- Mirador "El Obispado"
- A Grande Praça
- Parque Lineal Río Santa Catarina
- Kidzania (parque infantil),


...Todos relacionados com a cidade, a cultura, as artes e a história da região.
Talvez o exemplo mais emblemático seja o Parque Fundidora (fotos abaixo), um gigantesco complexo que tem equipamentos culturais, educacionais, esportivos, de entretenimento e lazer, compras e negócios e até mesmo hospedagem, realizando feiras, congressos e uma série de outras atividades de caráter internacional - http://www.parquefundidora.org/home 

São caminhos encontrados para diferenciar-se num cenário global cada vez mais competitivo. Mas como pergunta Canclini, "Reconversão" ou "Eufemização"? Estamos transformando as cidades mediantes o conhecimento e a cultura ou convertemos as cidades em espetáculo cultural sem modificar as desordens existentes?

Qual a Blumenau do Futuro ou de 2050? Qual o papel do Conhecimento e da Inovação nessa cidade planejada? Qual será a Blumenau do Futuro ou de 2050? Qual o papel do Conhecimento e da Inovação nessa cidade planejada?


Parque Fundidora







E outras imagens desta bela cidade:




Fontes:

CANCLINI, Néstor Garcia. Imáginario Culturais da cidade: conhecimento/espetáculo/desconhecimento. In: A Cultura pela cidade. São Paulo: Iluminuras/Observatório Itaú Cultural, 2008.

THEISS, Ivo. Do desenvolvimento desigual e combinado ao Desenvolvimento geográfico Desigual. In: Novos Cadernos NAEA, v. 12, n. 2, p. 241-252, dez. 2009, ISSN 1516-6481


 http://www.parquefundidora.org/home 

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