segunda-feira, 14 de março de 2011

A catástrofe no dia-a-dia.

O Japão viveu mais dias de terror com um novo grande abalo sísmico em seu território. Um em cada cinco grandes terremotos ocorreram no país. Viver significava adaptar-se a este cenário. Somente no século passado, pelo menos 04 tremores de magnitude. Acostumado com a tragédia, buscou através do investimento em tecnologia, minimizar os impactos, quando ocorrerem. É uma tentativa de salvar edifícios, estruturas urbanas e vidas humanas. Além disso, as cidades possuem equipes preparadas para lidar com as catástrofes.




Citar a palavra "catástrofe" me faz lembrar da nossa pequena história caseira. A cidade de Blumenau já foi assolada por inúmeras enchentes e grandes deslizamentos de terra. Mas aqui, diferentemente do que no Japão, a feitura e ocupação da cidade não levaram em conta os fenômenos naturais recorrentes. A cidade foi avançando para regiões alagáveis, os morros invadidos, os pequenos córregos com trajetos modificados, planos diretores revisados em favor de interesses políticos e econômicos. O rio, mesmo que outrora "caminho e testemunha do progresso", hoje é esquecido.

Enquanto essa dimensão, a ambiental, não for considerada nas estratégias de desenvolvimento, muitas vidas serão ceifadas, por miopia dos poderes públicos e privados e pelo desinteresse da sociedade como um todo. Esse é um dos grandes temas Políticos do século. Novas tragédias, por aqui, é só uma questão de tempo. 

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