Não dá pra achar que tamanho é índice de alguma coisa, em termos de modernidade. Sim, gente que acha que modernidade tem haver com tamanho/altura de prédio. Small penis, diria. O planejamento desta colônia de poucos donos só leva em consideração interesses e especulações imobiliárias, preparando Blumenau pós-industrial, onde um edifício com altura recorde é objeto de cartão postal, de fotografias, de venda turística.
Em área residencial, às margens do rio Itajaí-açu (que acaba de despencar) e basicamente na entrada da Prainha, surge mais um monumento a ignorância e especulação imobiliária. Feito para apenas 30 abastados, vai foder todo o senso estético da cidade, escondendo todo o restante. Um monumento ao desperdício, a tudo o que é motivo de indignação nas mais diversas ocupações ao redor do planeta.
Por isso, e tantas outras coisas que podem ser abordadas, quando se pensa no direito a cidade da maioria (e não de apenas 30 milionários), É PRECISO AGIR CONTRA A CONSTRUÇÃO DESSE MONSTRENGO, monumento a idiotice plena e bem alimentada. Se soa a ódio de classe, desculpe. É, na verdade, um chamado a seguir e respeitar o Direito a Cidade, dimensão esquecida do vale dos poucos donos. (lembre que, do outro lado da curva do rio, no centro histórico, querem construir dois blocos altos de edifícios, no antigo campo do BEC, em zona alagável).
No antigo campo de BEC, se você passa de carro, a pé ou de bicicleta, pode sentir como é relativamente coerente o seu entorno: tem o Parque, os morros com mata, a igreja e o centro histórico. Isso vai sumir, com as torres da mesquinharia.
Já no caso do pauzão aqui, a prefeitura (conforme se lê mais abaixo), não vê problemas de se construir tamanha estrutura numa região ambientalmente degradada e que foi objeto de amplo e acalorado debate não faz três meses. Fica próxima a curva da prainha, basta olhar.
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| Créditos da foto: ignorância e lucro |
Enquanto essas aberrações são propostas, a Prefeitura de Blumenau segue suas discussões sobre a Blumenau 2050, terceiro ou quarto planejamento feito e que, possivelmente, será deixado de lado pela próxima administração que vier. Fica claro quem são os interlocutores desejados para o debate, dito popular, na escolha do espaço: Complexo Moinho do Vale. O evento ficou esvaziado, claro, composto basicamente de cargos comissionados. É a cidade entregue a poucos. Matéria NO JORNAL DE SANTA CATARINA AQUI.
PS - VEJA O QUE FALA A DESPREFEITURA:
" Dia 7 de dezembro a proposta será avaliada no Conselho Municipal de Planejamento (Coplan). O acesso à reunião é livre. Se passar pelo Coplan, segue os trâmites normais na prefeitura.
Segundo o secretário municipal de Planejamento, Walfredo Balistieri, aparentemente nada impede a obra, mas o veredito só sai após análise dos técnicos do Coplan e da prefeitura. (FONTE: JORNAL DE SANTA CATARINA, aqui)
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| Rua das Palmeiras/Alwin Schrader |


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