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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Senhor escritor,

Sinto que seu nome seja citado, mas procurar advogados por quê? A máxima da democracia é "quem está na chuva, é pra se molhar". 

Vejamos: a polêmica tem início quando de sua carta endereçada ao Conselho Municipal de Cultura. Debate interno, entre conselheiros, com uma resposta oficial da presidência do conselho.

Mas adiante o Sr. publica o mesmo conteúdo da carta em coluna "Artigo" do Jornal de Santa Catarina. A partir do momento em que o Sr. publicizou o debate, a repercussão do mesmo é democrática, sempre dialogando com o artigo que o senhor publicou e não inventando nem mais A nem mais B. A sua crítica é Política, como Política (com P maiúsculo) foram as poucas respostas que geraram seu artigo. Deverias estar feliz, mesmo poucas mas com respostas!!! Publico tantas reflexões e a maioria delas nem o tal do A ou do B. 

Portanto, pergunto: qual o problema? Uso indevido do seu nome? E o debate? Não queria essa parte do processo?

Em seu artigo, o Sr. teceu críticas sérias, como: “Atualmente, o Conselho Municipal de Cultura parece preferir propostas com objetivos didáticos, quando a sua função deveria ser a de fortalecer a produção artístico-cultural em nosso município”.  Lembro de mais esta afirmação: “Pelos resultados do Edital 2010, do Conselho Municipal de Cultura de Blumenau, há evidências de que os recursos para a arte e a cultura estão sendo mal-utilizados. Devaneios didáticos, chamados ações culturais ou contrapartida social, estão destruindo com o objetivo principal da lei, que agora parece destinada a estudantes e contrária a artistas produtores”.

Uma carta assim, agressiva, foi objeto de várias reflexões de artistas e produtores, chamados de estudantes por vossa senhoria. Nenhuma delas precisa ou precisou de sua autorização para acontecer. É como seus livros publicados: o que o leitor vai pensar o senhor não controla. 

Porém nenhuma delas mais ofensivas que sua opinião elitista e restrita sobre arte e quem é artista (seja a resposta do Conselho, seja a minha resposta ou a bela ironia criativa criada pelo SINSEPES) por que a sua argumentação descaracterizou parte da produção cultural local, que vem de jovens pessoas.

Ressalto minha estranheza, agora, meses passados, de receber este e-mail (abaixo reproduzido) de vossa Senhoria. Soube inclusive que o Sr. Ligou para o SINSEPES, fazendo reclamação e o papo escroto de processo, advogado e outras coisas antidemocráticas. Se o escritor é avesso a este fruto agridoce que é o debate público, não escrevesse para o referido Jornal (em 28/10/2010, no Santa), mantendo suas críticas em correspondência fechada para o conselho.

Em arte, não existe palavra final ou absoluta. Nem se sabe quando acaba. No debate de idéias, a mesma coisa. 

Atenciosamente,
Márcio José Cubiak


Em 3 de janeiro de 2011 14:08, o escritor escreveu:

POVO DE BLUMENAU                                                                                                                                                                                                                                                                                  Comunico que meu nome está sendo usado sem meu consentimento, para criticar autoridades de Blumenau. 
O jornal "Expressão Universitária", publicação do sindicato dos servidores públicos do ensino superior de Blumenau- Sinsepes (www. sinsepes. org. br), edição n.16, páginas 8 e 9, traz um jogo de dados, onde é citado o nome do prefeito de Blumenau, sr. João Paulo Kleinumbing, a presidente da fundação cultural, sra. Marlene Schlindwein, e o reitor da universidade Furb, sr. Eduardo Deschamps.                                                                                                                                                                                                                                                                                             Denegrir políticos, ou criticar, abertamente, nomes de autoridades públicas, não é meu objetivo, e sim, estimular e discutir a importância da produção artística e, buscar mais valorização ao artista Blumenauense, Catarinense, Brasileiro.  
 Penso, talvez, o motivo do uso sem autorização do meu nome, seja resposta a um artigo que escrevi ( publicado no Santa 28 de outubro), onde faço criticas, sem citação de nomes, ao fraco desempenho do atual conselho de cultura do município de Blumenau. Com certeza, alguns nomes deste conselho, são também membros do Sinsepes, por isso sentiram-se no direito de usar meu nome, sem minha autorização, para desmoralizar autoridades, seus adversários.                                                                                                                                                                                                                          Caso que, minha advogada já esta cuidando.                                                                                                                                                                                                                                                    Agradeço atenção,                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Escritor.


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Entrevistas sobre Gestão Cultural

Vale a pena conferir esse acervo fantástico de depoimentos e experiência de diferentes sujeitos ligados às Artes, Cultura, Universidade e Gestão.

Aqui vai uma lista contendo algumas entrevistas com pessoas ligadas a Gestão Cultural.

Os créditos destas entrevistas devem ser dados ao projeto Produção Cultural no Brasil.


GESTÃO CULTURAL

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Produção Cultural no Brasil – da ideia à concretização

Produção Cultural no Brasil – da ideia à concretização

Por Blog Acesso

Uma “bibliografia cultural quente”. Conteúdos vindos de grandes gestores, produtores, diretores e trabalhadores dos bastidores de projetos culturais, mas contados sem o formalismo e as técnicas que a academia pede. Algo mais viceral, mais autoral. Histórias de quem fez e faz a cultura nacional, nunca transpostas para o papel. É assim que o produtor cultural Fabio Maleronka Ferron define o projetoProdução Cultural no Brasil, iniciativa que busca estimular o processo criativo da cultura nacional de forma permanente e democrática.

Há menos de dez dias no ar, o site do projeto dá uma prévia do que Ferron, idealizador e coordenador geral do projeto, quis dizer com “bibliografia cultural quente”. Segundo a apresentação do site, o Produção Cultural no Brasil “é uma provocação a todos que tenham interesse em pensar e produzir cultura no país”. A finalidade seria a de traçar um painel histórico e atual da cultura nacional para que diferentes regiões e produções culturais pudessem dialogar e refletir sobre o assunto. “O que existe de comum entre um festival de literatura e um de música? Quais são as diferenças entre o download musical e o vinil? Quando falamos de produção cultural ou se volta para o acadêmico ou para o informalismo. Queremos que esse assunto seja discutido de forma sistemática e mais acessível a todos, por isso, provocaremos discussões pela internet, partindo das redes sociais”, comenta Ferron.

O projeto é uma realização da Casa da Cultura Digital e da Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, por meio da Cinemateca Brasileira e da Associação Amigos da Cinemateca. “Para a execução, foram acionadas três empresas: a Beijo Técnico Produções Artísticas, a Garapa Coletivo Multimídia e a Fli”, conta o produtor cultural.

Na prática, o ponto de partida foi a escolha de 100 grandes nomes da cultura nacional para entrevistar. Foram realizados dois formatos: uma entrevista mais curta para ser veiculada em vídeo online; e outra mais extensa, que dará subsídio aos cinco livros que serão publicados ainda este ano. “O vídeo é mais direto, enquanto, nos livros, buscamos reflexões mais profundas. Com formatos tão diferentes, necessitávamos de entrevistas separadas”, comenta o idealizador.

Dentre os entrevistados estão o produtor musical Fernando Faro, o fundador do Teatro Oficina José Celso Martinez Corrêa, o crítico musical Nelson Motta, a pesquisadora Heloísa Buarque de Hollanda, o poeta criador do Sarau da Cooperifa Sérgio Vaz e o músico Moraes Moreira. Também na lista, os ex-ministros da Cultura Gilberto Gil, Francisco Weffort e Sérgio Paulo Rouanet. “E o atual ministro, Juca Ferreira, fará a introdução dos livros”, antecipa Ferron.

Como uma forma de reforçar a democratização do acesso, os conteúdos serão disponibilizados livremente no site do projeto. Os vídeos podem ser baixados e os livros terão download gratuito. “Não queremos que todo esse trabalho fique parado. Nossa intenção é contribuir para a valorização da cultura”, explica Ferron.

Até o fim do ano, todos os dias um novo vídeo será desponibilizado, além do lançamento dos livros. Mas a ideia é não parar por aí. “Quando iniciamos o projeto seriam apenas 20 livros, passamos a 100, mas sabemos que ainda é um número muito restrito diante de todo o panorama da política cultural brasileira. Então, esse é apenas o início”, afirma o produtor cultural.

Luíza Costa / blog Acesso

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Fundo Municipal de Apoio à Cultura recebe 97 projetos inscritos na edição de 2010

Fundo Municipal de Apoio à Cultura tem inscrições encerradas e verifica um acréscimo de 18% no número de projetos, em comparação ao ano passado.

Encerraram nesta sexta-feira, 23 de julho, as inscrições para os projetos culturais, incentivados pelo Fundo Municipal de Apoio à Cultura de Blumenau. A Fundação Cultural de Blumenau contabilizou o recebimento de 97 projetos inscritos. O número, representou um acréscimo de 18% em relação a edição passada.

O Fundo Municipal de Apoio à Cultura é uma forma de fomento e incentivo a cultura, em suas mais diversas áreas: música, literatura, artes cênicas, folclore, cultura popular e artesanato, patrimônio cultural, biblioteca, arquivo, pesquisa e documentação, dança e artes visuais. O projeto contempla os nascidos no município e residentes há pelo menos dois anos.
A partir desta quinta-feira, 29 de julho, os projetos inscritos passam pela comissão de análise, para a habilitação dos proponentes. Na seqüência, serão encaminhados ao Conselho Municipal de Cultura, para seleção e aprovação final.

A divulgação dos proponentes contemplados será realizada no dia 27 de agosto, no site da FCB (www.fcblu.com.br) e na imprensa.

Fonte:
Fundação Cultural de Blumenau
Marlene Schlindwein – Presidente – (47) 9977-9836
Noemi Kellermann – Presidente do Conselho Municipal de Cultura – (47) 9602-0981
Contato:
Rolf Geske – Gerente de Promoções e Eventos – (47) 9968-9771