As eleições.
Faço algumas considerações sobre as eleições, especialmente os desdobramentos regionais. Tomo a iniciativa não num ímpeto de intelectualismo, mas na condição de sujeito em formação, em aprendizagem, que precisa articular constantemente as idéias para não se desumanizar. Digo isso por que aqui em Blumenau, e em partes significativas do Estado, vivemos situação de eleições carismáticas, em torno da mitificação midiática da biografia do candidato, quase que profeticamente nascidos competentes. (E neste cenário, querer discutir política é coisa de afrescalhado, ou intelectual, ou autoritário, ou... sempre vão achar um "ou" para desqualificar quem discute e gosta de Política com P maiúsculo.)
Exemplos? Raimundo Colombo; Paulo Bornhausen; Kleinubing; Knaesel; Pizzolatti; Paulo Bauer; Amin; Décio e Ana Paula Lima; Napoleão Bernardes. Esses candidatos são eficientes estruturas de campanha permanente, alimentando mitos. São candidaturas que representam famílias históricas do cenário político e pequenos agrupamentos de elites regionais e locais. Levam, a rodo, de um lado, massa de pobres agraciados com ligações elétricas clandestinas (não é direito que seduz esses pobres) e de outro lado, por uma massa de classe medistas loucos por menos impostos para consumir mais: carros do ano, viagens, grifes em geral. Essa elite desqualifica tudo o que é público e põe no luminoso tudo o que for privado. Juram que é possível meritocracia. Essa classe média justifica a eleição dizendo que o papo furado do Lula não cola em SC. Mas o fato é que outros papos furados foram hegemônicos por aqui, tão populistas e tiriricas da vida quanto o pior pesadelo de um classe-medista.
Esta classe média e esses pobres tem ojeriza a direitos sociais, porque eles pressupõem igualdade (num sentido de justiça social). Os pobres, porque os ganhos com afagos clientelistas dão uma bolada maior que a do Bolsa-Família. Os medistas porque distinção é tudo. Sonham com uma sociedade ao estilo europeu, mas agem como estadunidenses fundamentalistas.
No cenário nacional, uma vitória de Dilma Roussef no 2o turno indicaria um Congresso Nacional pela primeira vez em seus tempos democráticos com uma maioria qualificada, uma coalização que conta com PT, PC do B, PSB, PDT, PMDB, PR, e alas informais do PP, do PV e outros. Foi uma eleição marcada pela derrota de oligarquias poderosas, como Mão Santa, adeus! Heráclito Fortes, adeus! Tasso Jereissati, adeus! Marco Maciel, adeus! César Maia, adeus! Arthur Virgilio, adeus! E claro, o fortalecimento de outras como os Viana do PT no Acre; Os Sarney do PMDB no Maranhão, os Roriz do PSCHCT (??) no DF; Os Bornhausen do DEM em SC. E ai chego no meu estado...
É preciso avançar para a coalização em torno de diretrizes programáticas, que contemplem a democracia e participação social; a cultura, ciência, tecnologia e inovação; o ecodesenvolvimento como novo paradigma de desenvolvimento local e regional; a justiça social; e as relações entre trabalho e capital.
Pelo manifesto, assino embaixo.
ResponderExcluirThiago Duwe
Jovem Verde
Também assino embaixo!
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