| Boquiaberto sim, mas sabendo do tamanho do desafio pela frente. |
Porém, cabe ressaltar que a modalidade Mecenato não existe. E, portanto, precisa passar pelos trâmites legais até sua operacionalização. Fundamental conhecer a minuta de lei que a presidência da instituição diz que já existe como ponta-pé inicial. Na medida em que ela for disponibilizada, farei o compartilhamento por aqui. Imagino que, para fazer uso destes R$ 1.200.000,00 neste ano, esta proposta tem de ser encaminhada ao legislativo o mais breve possível, para que em junho, quando do lançamento do Fundo Municipal, tenha-se as duas modalidades. Portanto, urgência necessária.
Fundamental registrar essa vitória da classe artística e cultural da cidade, que há muito vem trazendo suas reivindicações. A cidade já organizou cinco edições da Conferência Municipal de Cultura. Muitas propostas foram sugeridas ao governo municipal, que sempre se fez de surdo. Houve panelaços e manifestos pelo caminho.
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Como provocação, afirmo que a Agenda política de ações necessárias para o cenário cultural e artístico local é mais amplo que disponibilizar recursos para financiar projetos. Super bem vinda essa triplicação de recursos. Mas talvez essa seja a reivindicação que atenda interesse de quem apenas pensa na grana (e olha que são muitos!!).
Podem ser poucos os que estão interessados em discutir a identidade dessa cidade e a implicação dessa no nosso-dia-a-dia, que tipo de mercantilização da cultura estamos vivendo por aqui, porém essas pessoas existem e, nesse caso, importa mais o ethos dessa cidade do que apenas projetos financiados.
E mais ainda, mesmo que estes recursos venham, lembro que o prédio da Fundação Cultural está em ruínas, os funcionários concursados e o corpo técnico é insuficiente para atender os objetivos de uma fundação cultural, temos inúmeros museus mas nenhum espaço aberto para toda a comunidade em geral se beneficiar com a educação artística (O Casarão das Oficinas fechou e nunca mais abriu), a FURB ainda não cumpriu a promessa de campanha do reitor eleito de reabrir a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, o movimento cultural continua desorganizado, a cultura oficial da cidade exclui a diversidade e por ai vai...uma agenda que tem implicações pro governo municipal, mas também para artistas, produtores culturais, ativistas, associações e instituições culturais e outros que estão nesta lida.
Quiçá, Márcio! Tomara que role mesmo!
ResponderExcluirótimo saber disso tudo! e concordo com as provocacoes tb!!
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