Na primeira
edição, realizada em 16 de setembro de 2006, teve o tema “Conjuntura Nacional:
cenário e perspectivas” tendo a pauta de discussões divididas em: 1) demandas (necessidades, potencialidades, projetos e
proposições de ações integradas); 2)
Comunicação integrada (como otimizar a divulgação das ações entre as
áreas, grupos, setores, comunidade) e; 3)
Organização de classe (necessidades organizacionais para realizar e
propor coletivamente). Os objetivos expressos nos anais “eram reunir toda a comunidade cultural e artística,
intelectuais, gestores e demais interessados em seus mais diversos segmentos e
áreas para um momento de reflexão, discussão e proposição para as ações junto
ao Poder Público e iniciativa privada” (2007. O seu resultado foi “um documento
subscrito por instituições, entidades, artistas e produtores que aqui deixam
sua contribuição”. Ainda nos anais da 1ª conferência municipal de cultura podem
ser encontrados dois textos, um de Marion Bubeck (presidente da Fundação
Cultural de Blumenau), intitulado “Democratizar para Viver a Cultura em
Plenitude”, e outro de Rosane Magaly Martins (presidente do conselho municipal
de cultura), sob o título de “A Cultura que Liberta”.
Em seu texto, Marion, ao abordar cultura, escreve que “a Cultura nasce do sei da sociedade (...)
Ela não é só elemento criador de empregos ou vendas, mas elemento de inclusão
social”. Sobre a conferência, afirma que representa um “marco histórico (...) um desafios em termos
de mobilização e participação da sociedade civil para a formulação de políticas
públicas do setor de cultura”. Rosane Martins, por sua vez, aborda a
cultura fazendo uma citação de frase do francês André Maraux, “A cultura, sob todas as formas de arte, de
amor, e de pensamento, através dos séculos, capacitou o homem para ser menos
escravizado” e termina, “sejamos
livres”. Para a presidente do conselho municipal de cultura, a conferência
é uma “ausculta sensível aos anseios de
todas as categorias (...)” para aconselhar os que “detém o poder de gestão cultural no município”.
A segunda edição da Conferência, realizada em 2007, traz o tema central
“Arte, Cultura e Mercado: do sonho a realidade”, tendo uma palestra de abertura
com Celso Frateschi com o tema “Políticas Culturais na FUNARTE”. Nesta edição,
a instituição Fundação Cultural de Blumenau já conta com outro nome em sua
presidência: Ivo Hadlich. Neste ano, estabelece-se parceria com a Secretaria de
Desenvolvimento Regional de Blumenau, através do gerente regional de Turismo,
Cultura e Esporte da SDR, Sylvio Zimmermann Neto.
Em seus anais, são apresentados três textos: Ivo Hadlich, intitulado
“Blumenau e sua Cultura” aponta a cultura como “um instrumento de auto-consciência das pessoas”, “A busca da felicidade “, apontando que o
desafio da sua gestão é “ouvir os anseios
da classe artística, e de levar a cultura aonde o povo está”. Para Hadlich,
“Proteger e garantir diversidade do
mercado cultural de Blumenau e da região. Foram estes objetivos que a classe
artística se reuniu pelo segundo ano consecutivo para refletir, discutir e
principalmente reafirmar e fortalecer as políticas culturais que sonhamos e
desejamos”.
O gerente da SDR, Sylvio Zimmermann, também publica texto: “devemos (os gestores) ter a sensibilidade de
entender que lidamos com sonhos e que esses sonhos imprimem o que somos e de que
forma pensamos a construção do futuro”. Apresenta seu papel como o de elo,
“levar os anseios dessa conferência à
esfera pública estadual, e então, dentro das possibilidades, vir a criar
ferramentas necessárias para que o Estado seja parceiro na promoção da evolução
e no desenvolvimento de nossa região”.
Rosane Magaly Martins, ainda presidente do Conselho Municipal de Cultura
de Blumenau, assina o texto “A Cultura como estratégia para a construção da
cidadania”, onde ressalta a vinda do presidente da FUNARTE (Fundação Nacional
de Apoio as Artes) e a realização do 1º fórum de Entidades Regionais, com o
intuito de “Aproveitar experiências
exitosas, auxiliar aqueles que estão com dificuldades similares, discutir sobre
circulação do produto cultural entre estas cidades e entidades, criar um
calendário regional de arte e cultura foram pontos debatidos no fórum”.
Ressalta que o momento vivido pelo país aponta para a inserção da cultura como
“eixo estratégico para o desenvolvimento
social”, exigindo que a cultura se articule com outros setores, como a
educação, pois, “a arte possui utilidade
e necessidade, e deve ser encarada com seriedade pelos educadores”. Por
fim, ressalta alguns desafios aos artistas e produtores locais, “importantes aliados para o desenvolvimento
da cidadania e de uma cidade efetivamente consolidada em pilares de arte e
cultura estáveis, respeitosos sobre os quais ninguém jamais irá subjugar tais
cidadãos”.
A terceira edição ocorre em 22 de novembro de 2008, exatamente o dia em
que a tragédia socioambiental provocada pelas chuvas assola a cidade e a
região. Teve início pela manhã, com a previsão de palestra de abertura que não
aconteceu. Era convidada para este momento Anita Pires, Diretora Geral da
Fundação Catarinense de Cultura que ficou retida em Gaspar devido às
chuvas. O tema foi “Cultura, Contemporaneidade e Inclusão”. Foi
substituída por Christina Baumgarten da Editora HB que apresentou, por palestra
e vídeo, o projeto “Bolsa Cultural Catarinense”, iniciativa da editora que
representa. No início da tarde, os trabalhos foram retomados, com as dinâmicas
em grupos, porém, rapidamente interrompidos pela decretação de “estado de
emergência”. As discussões, mesmo que não concluídas, foram levadas, então,
para a plenária final, que deliberou propostas para aos seis grupos temáticos
(I Literatura; II Cinema, Foto e Vídeo; III Música; IV Teatro Dança e Circo; V
Patrimônio Cultural Material e Imaterial; VI Artes Plásticas).
Nos anais, a nova presidente do Conselho Municipal de Cultura, professora
Noemi Kellermann, publica texto apresentando e caracterizando a conferência.
Ressalta que a 3ª edição responde a um chamamento do Ministério da Cultura para
discutir o Plano Nacional de Cultura. Para Kellermann, “O significado mais importante destas conferências tem sido a
oportunidade do diálogo e do respeito ao convívio com a diversidade entre as
partes, pois, não poderia ser diferente em se tratando de uma reunião de
artistas e produtores culturais”. Outro motivo que reveste de importância a
realização de mais uma conferência: “o
desvelamento da diversidade de sonhos e projetos já constatados nas propostas
várias e muitas das quais expressas nas conferências, que se organizaram e se
materializaram nos projetos inscritos no Fundo Municipal de Apoio a Cultura de
Blumenau”. Por fim, ressalta que, após a leitura das propostas apresentadas
pelas duas edições anteriores da conferência, muito pouco foi feito pelo poder
público municipal. Transitaram, neste
dia, a partir da lista de presença, 51 participantes.
A quarta edição, ocorrida em 2009, passa a contar com dois dias de
realização, no mês de setembro (25 e 26), na Universidade Regional de Blumenau,
pela primeira vez, após deliberação da plenária final da 3ª edição. O tema é
“Cultura, diversidade, cidadania e desenvolvimento”, proposto pelo Ministério
da Cultura como tema norteador da II Conferência Nacional de Cultura, que
aconteceu em março de 2010. Nesta
ocasião, a Fundação Cultural conta com nova presidente, Marlene Félix Schlindwein, enquanto o conselho municipal de cultura traz,
ainda, Noemi Kellermann.
Na 4ª conferência municipal de cultura de
Blumenau, as dinâmicas funcionaram em torno de cinco eixos, propostos pelo
ministério da cultura, a saber: produção simbólica e diversidade cultura;
Cultura, cidade e cidadania; Cultura e Desenvolvimento Sustentável; Cultura e
Economia Criativa e; Gestão e institucionalidade da Cultura. Como palestra de
abertura, um mediador para cada tema acima citado, com breve contextualização e
propondo reflexões iniciais. Transitaram, nestes dois dias, a partir da lista
de presença, 67 participantes.
Em seus anais, há um texto de apresentação
escrito pelas duas presidentes, caracterizando a conferência como parte
integrante dos esforços de inúmeros municípios, estado e do governo federal em
torno do chamamento da II conferência nacional de cultura. Para Kellermann e
Schlindwein, “Do diálogo sob a luz destes temas surgiram
propostas objetivas de ações as quais deverão atender as necessidades e aos
sonhos, que venham bem qualificar a vida do cidadão blumenauense, reconhecendo
a complexidade da vida cultural de Blumenau, expressa no legado cultural de sua
tradição somado a sua atual diversidade cultural”.
Por fim, a quinta edição ocorrida nos dias 19
e 20 de setembro na FURB, traz o tema “Plano
Municipal de Cultura de Blumenau: A
Cidade que Queremos”, com o objetivo declarado de discutir e aprovar o Plano
Municipal de Cultura, com duração de dez anos, planejando ações para o campo
artístico e cultural de Blumenau. Legislação Cultural,
Políticas e Ações Culturais, Equipamentos Culturais e demandas setoriais. As
dinâmicas, nesta ocasião, foram subsidiadas com a síntese de todas as
reivindicações apresentadas pelas edições anteriores da conferência, agrupadas
nestes 03 grupos de trabalho. Cada grupo classificou estas propostas em curto,
médio e longo prazo.
Em seus anais, novamente
apenas um texto de apresentação, publicado pela presidente da Fundação
Cultural, Marlene
Félix Schlindwein, pela presidente do conselho municipal de cultura, Noemi
Kellermann e pelo vice-presidente do Conselho, Jamil Antonio Dias. Nele, a
conferência é caracteriza como arena na qual o Plano Municipal de Cultura de
Blumenau ganha contornos, “um
documento que registre o desenho do universo artístico cultural da cidade que
queremos”. Transitaram, nestes dois dias, a partir da lista de presença, 73
participantes.


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