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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Uma breve caracterização das edições da Conferência Municipal de Cultura de Blumenau

No próximo sábado, 03/12/2011, haverá a 6a edição. O convite está aberto a tod@s OsAs interessad@s.  Esta conferência tem mais caráter de Fórum. Não haverá deliberações, a não ser a escolha de nov@s conselheir@s. Cabe preparar-se e participar. Aqui, uma breve caracterização bem simples para síntese/material de apoio.

Na primeira edição, realizada em 16 de setembro de 2006, teve o tema “Conjuntura Nacional: cenário e perspectivas” tendo a pauta de discussões divididas em: 1) demandas (necessidades, potencialidades, projetos e proposições de ações integradas); 2) Comunicação integrada (como otimizar a divulgação das ações entre as áreas, grupos, setores, comunidade) e; 3) Organização de classe (necessidades organizacionais para realizar e propor coletivamente). Os objetivos expressos nos anais “eram reunir toda a comunidade cultural e artística, intelectuais, gestores e demais interessados em seus mais diversos segmentos e áreas para um momento de reflexão, discussão e proposição para as ações junto ao Poder Público e iniciativa privada” (2007. O seu resultado foi “um documento subscrito por instituições, entidades, artistas e produtores que aqui deixam sua contribuição”. Ainda nos anais da 1ª conferência municipal de cultura podem ser encontrados dois textos, um de Marion Bubeck (presidente da Fundação Cultural de Blumenau), intitulado “Democratizar para Viver a Cultura em Plenitude”, e outro de Rosane Magaly Martins (presidente do conselho municipal de cultura), sob o título de “A Cultura que Liberta”.

Em seu texto, Marion, ao abordar cultura, escreve que “a Cultura nasce do sei da sociedade (...) Ela não é só elemento criador de empregos ou vendas, mas elemento de inclusão social”. Sobre a conferência, afirma que representa um “marco histórico (...) um desafios em termos de mobilização e participação da sociedade civil para a formulação de políticas públicas do setor de cultura”. Rosane Martins, por sua vez, aborda a cultura fazendo uma citação de frase do francês André Maraux, “A cultura, sob todas as formas de arte, de amor, e de pensamento, através dos séculos, capacitou o homem para ser menos escravizado” e termina, “sejamos livres”. Para a presidente do conselho municipal de cultura, a conferência é uma “ausculta sensível aos anseios de todas as categorias (...)” para aconselhar os que “detém o poder de gestão cultural no município”.

A segunda edição da Conferência, realizada em 2007, traz o tema central “Arte, Cultura e Mercado: do sonho a realidade”, tendo uma palestra de abertura com Celso Frateschi com o tema “Políticas Culturais na FUNARTE”. Nesta edição, a instituição Fundação Cultural de Blumenau já conta com outro nome em sua presidência: Ivo Hadlich. Neste ano, estabelece-se parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Regional de Blumenau, através do gerente regional de Turismo, Cultura e Esporte da SDR, Sylvio Zimmermann Neto.

Em seus anais, são apresentados três textos: Ivo Hadlich, intitulado “Blumenau e sua Cultura” aponta a cultura como “um instrumento de auto-consciência das pessoas”, “A busca da felicidade “, apontando que o desafio da sua gestão é “ouvir os anseios da classe artística, e de levar a cultura aonde o povo está”. Para Hadlich, “Proteger e garantir diversidade do mercado cultural de Blumenau e da região. Foram estes objetivos que a classe artística se reuniu pelo segundo ano consecutivo para refletir, discutir e principalmente reafirmar e fortalecer as políticas culturais que sonhamos e desejamos”.

O gerente da SDR, Sylvio Zimmermann, também publica texto: “devemos (os gestores) ter a sensibilidade de entender que lidamos com sonhos e que esses sonhos imprimem o que somos e de que forma pensamos a construção do futuro”. Apresenta seu papel como o de elo, “levar os anseios dessa conferência à esfera pública estadual, e então, dentro das possibilidades, vir a criar ferramentas necessárias para que o Estado seja parceiro na promoção da evolução e no desenvolvimento de nossa região”.

Rosane Magaly Martins, ainda presidente do Conselho Municipal de Cultura de Blumenau, assina o texto “A Cultura como estratégia para a construção da cidadania”, onde ressalta a vinda do presidente da FUNARTE (Fundação Nacional de Apoio as Artes) e a realização do 1º fórum de Entidades Regionais, com o intuito de “Aproveitar experiências exitosas, auxiliar aqueles que estão com dificuldades similares, discutir sobre circulação do produto cultural entre estas cidades e entidades, criar um calendário regional de arte e cultura foram pontos debatidos no fórum”. Ressalta que o momento vivido pelo país aponta para a inserção da cultura como “eixo estratégico para o desenvolvimento social”, exigindo que a cultura se articule com outros setores, como a educação, pois, “a arte possui utilidade e necessidade, e deve ser encarada com seriedade pelos educadores”. Por fim, ressalta alguns desafios aos artistas e produtores locais, “importantes aliados para o desenvolvimento da cidadania e de uma cidade efetivamente consolidada em pilares de arte e cultura estáveis, respeitosos sobre os quais ninguém jamais irá subjugar tais cidadãos”.

A terceira edição ocorre em 22 de novembro de 2008, exatamente o dia em que a tragédia socioambiental provocada pelas chuvas assola a cidade e a região. Teve início pela manhã, com a previsão de palestra de abertura que não aconteceu. Era convidada para este momento Anita Pires, Diretora Geral da Fundação Catarinense de Cultura que ficou retida em Gaspar devido às chuvas. O tema foi “Cultura, Contemporaneidade e Inclusão”. Foi substituída por Christina Baumgarten da Editora HB que apresentou, por palestra e vídeo, o projeto “Bolsa Cultural Catarinense”, iniciativa da editora que representa. No início da tarde, os trabalhos foram retomados, com as dinâmicas em grupos, porém, rapidamente interrompidos pela decretação de “estado de emergência”. As discussões, mesmo que não concluídas, foram levadas, então, para a plenária final, que deliberou propostas para aos seis grupos temáticos (I Literatura; II Cinema, Foto e Vídeo; III Música; IV Teatro Dança e Circo; V Patrimônio Cultural Material e Imaterial; VI Artes Plásticas).  

Nos anais, a nova presidente do Conselho Municipal de Cultura, professora Noemi Kellermann, publica texto apresentando e caracterizando a conferência. Ressalta que a 3ª edição responde a um chamamento do Ministério da Cultura para discutir o Plano Nacional de Cultura. Para Kellermann, “O significado mais importante destas conferências tem sido a oportunidade do diálogo e do respeito ao convívio com a diversidade entre as partes, pois, não poderia ser diferente em se tratando de uma reunião de artistas e produtores culturais”. Outro motivo que reveste de importância a realização de mais uma conferência: “o desvelamento da diversidade de sonhos e projetos já constatados nas propostas várias e muitas das quais expressas nas conferências, que se organizaram e se materializaram nos projetos inscritos no Fundo Municipal de Apoio a Cultura de Blumenau”. Por fim, ressalta que, após a leitura das propostas apresentadas pelas duas edições anteriores da conferência, muito pouco foi feito pelo poder público municipal. Transitaram, neste dia, a partir da lista de presença, 51 participantes.

A quarta edição, ocorrida em 2009, passa a contar com dois dias de realização, no mês de setembro (25 e 26), na Universidade Regional de Blumenau, pela primeira vez, após deliberação da plenária final da 3ª edição. O tema é “Cultura, diversidade, cidadania e desenvolvimento”, proposto pelo Ministério da Cultura como tema norteador da II Conferência Nacional de Cultura, que aconteceu em março de 2010.  Nesta ocasião, a Fundação Cultural conta com nova presidente, Marlene Félix Schlindwein, enquanto o conselho municipal de cultura traz, ainda, Noemi Kellermann.

Na 4ª conferência municipal de cultura de Blumenau, as dinâmicas funcionaram em torno de cinco eixos, propostos pelo ministério da cultura, a saber: produção simbólica e diversidade cultura; Cultura, cidade e cidadania; Cultura e Desenvolvimento Sustentável; Cultura e Economia Criativa e; Gestão e institucionalidade da Cultura. Como palestra de abertura, um mediador para cada tema acima citado, com breve contextualização e propondo reflexões iniciais. Transitaram, nestes dois dias, a partir da lista de presença, 67 participantes.

Em seus anais, há um texto de apresentação escrito pelas duas presidentes, caracterizando a conferência como parte integrante dos esforços de inúmeros municípios, estado e do governo federal em torno do chamamento da II conferência nacional de cultura. Para Kellermann e Schlindwein, “Do diálogo sob a luz destes temas surgiram propostas objetivas de ações as quais deverão atender as necessidades e aos sonhos, que venham bem qualificar a vida do cidadão blumenauense, reconhecendo a complexidade da vida cultural de Blumenau, expressa no legado cultural de sua tradição somado a sua atual diversidade cultural”.

Por fim, a quinta edição ocorrida nos dias 19 e 20 de setembro na FURB, traz o tema “Plano Municipal de Cultura de Blumenau:  A Cidade que Queremos”, com o objetivo declarado de discutir e aprovar o Plano Municipal de Cultura, com duração de dez anos, planejando ações para o campo artístico e cultural de Blumenau. Legislação Cultural, Políticas e Ações Culturais, Equipamentos Culturais e demandas setoriais. As dinâmicas, nesta ocasião, foram subsidiadas com a síntese de todas as reivindicações apresentadas pelas edições anteriores da conferência, agrupadas nestes 03 grupos de trabalho. Cada grupo classificou estas propostas em curto, médio e longo prazo.

Em seus anais, novamente apenas um texto de apresentação, publicado pela presidente da Fundação Cultural, Marlene Félix Schlindwein, pela presidente do conselho municipal de cultura, Noemi Kellermann e pelo vice-presidente do Conselho, Jamil Antonio Dias. Nele, a conferência é caracteriza como arena na qual o Plano Municipal de Cultura de Blumenau ganha contornos, “um documento que registre o desenho do universo artístico cultural da cidade que queremos”. Transitaram, nestes dois dias, a partir da lista de presença, 73 participantes. 





Anais da 5ª Conferência Municipal de Cultura - FCB
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Anais da 4ª Conferência Municipal de Cultura - FCB
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Anais da 3ª Conferência Municipal de Cultura - FCB
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Anais da 2ª Conferência Municipal de Cultura - FCB
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Anais da 1ª Conferência Municipal de Cultura - FCB
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terça-feira, 1 de março de 2011

As cinco edições da conferência municipal de cultura de Blumenau

Informações Gerais
Dinâmica e resultados
Observações
1ª conferência municipal de cultura.

2006 - 16 de setembro de 2006,
no auditório do Instituto Blumenauense de Ensino Superior.
Presidentes:
Marion Bubeck – Fcblu
Rosane Martins – Conselho
Tema: “Conjuntura Nacional: cenário e perspectivas”
Total  de Participantes: n.d
03 grupos de trabalho –  1) demandas (necessidades, potencialidades, projetos e proposições de ações integrada; 2) Comunicação integrada (como otimizar a divulgação das ações entre as áreas, grupos, setores, comunidade e;  3) Organização de classe (necessidades organizacionais para realizar e propor coletivamente).

Plenária Final.
Anais, com deliberações gerais e setoriais;
Primeira conferência municipal de cultura em 26 anos de existência do conselho.
Presidente da Fundação Cultural de Blumenau, Marion Bubeck, nos anais da edição, publica um texto intitulado “Democratizar para Viver a Cultura em Plenitude”. Já a presidente do Conselho Municipal de Cultura, gestão 2005-2006, Rosane Magaly Martins tem o texto “Cultura que Liberta”
2ª conferência municipal de cultura.

15 de setembro de 2007 no Instituto Blumenauense de Ensino
Superior – IBES.
Presidentes:
Ivo Hadlich – Fcblu
Rosane Martins – Conselho
Tema: “Arte, Cultura e Mercado: do sonho a realidade”
Total de Participantes: n.d
Setes grupos de trabalho;
1 )Abrangência regional; 2) Artes Plásticas; 3) Teatro, Dança e Circo; 4) Música; 5) Literatura; 6) Patrimônio Material e Imaterial; 7)  Cinema, foto e vídeo.
Metodologia de cada GT:
1) o que ainda é sonho? 2) Qual é a maior dificuldade para a realização dos sonhos na área de cultura? 3) O que já é realidade?  4) Como concretizar o que falta realizar?  5) Quais ações serão  determinantes para a realização dos sonhos?  6) Quais serão os compromissos assumidos para a realização dos sonhos?  7) Quais formas de comunicação serão escolhidas para o estabelecimento de comunicação como meio das realizações?
Plenária Final
Anais, com deliberações regionais, gerais para o município e setorais.
1º Fórum de Entidades Culturais Regionais com entidades convidadas pela 15ª Secretaria de Desenvolvimento Regional de Blumenau, através da Gerência de Turismo, Esporte e Cultura.
Ivo Hadlich publica o texto “Blumenau e sua Cultura”. Rosane Magaly Martins tem o texto publicado com o título “A cultura como estratégia para a cidadania” publicado nos anais. Sylvio Zimmermann Neto, na época gerente regional de Turismo, Cultura e Esporte da SDR, publica o texto “Sensibilidade com os sonhos culturais” nos anais.
3ª conferência municipal de cultura.
22 de novembro de 2008, no auditório Carlos Jardim, da Fundação Cultural de Blumenau.
Presidentes:
Ivo Hadlich – Fcblu
Noemi Kellermann – Conselho
Tema: “Cultura, Contemporaneidade e Inclusão”
Total de Participantes: 51
Seis grupos temáticos: 1) Literatura; 2) Cinema, Foto e Vídeo; 3) Música; 4) Teatro, Dança e Circo; 5)  Patrimônio Cultural Material e Imaterial; 6) Artes Plásticas.
Proposta de estratégia aos grupos de trabalho para diretrizes na utilização dos 26 desafios extraídos do Plano Nacional de Cultura.
- Selecionar, entre os vinte e seis desafios, aqueles que consideraram pertinentes para o trabalho do grupo, enfatizando com a área do GT, mas também trabalhando com perspectiva ampla de cultura.
- Avaliar e fazer contraponto com a realidade de Blumenau, incluindo a avaliação dos aspectos propostos em conferências anteriores.
- Apresentar ações propositivas, relacionadas ao desafio selecionado e analisado com a realidade de Blumenau, sugerindo agentes responsáveis pela ação proposta .
Plenária Final.

Anais, com deliberações gerais e setoriais.
Edição interrompida pela situação de emergência em função da tragédia socioambiental de 2008 que a região sofreu.
A parceria com a SDR, iniciada na edição anterior, não tem seqüência.
Noemi Kellermann, que publica texto apresentando e caracterizando a conferência. Não são publicados textos de parceiros, apenas a ata.
4ª conferência municipal de cultura.
25 e 26 de novembro, no Auditório da Biblioteca da FURB.
Presidentes:
Marlene Félix Schlindwein – Fcblu;
Noemi Kellermann – Conselho
Tema: Cultura, Diversidade, cidadania e desenvolvimento”
Total de Participantes: 67
Cinco eixos, propostos pelo ministério da cultura, a saber: produção simbólica e diversidade cultura; Cultura, cidade e cidadania; Cultura e Desenvolvimento Sustentável; Cultura e Economia Criativa e; Gestão e institucionalidade da Cultura.
Plenária Final.
Anais, deliberações conforme os cinco eixos.
Responde ao chamamento da II Conferência Nacional de Cultura. Toda a dinâmica e regulamentos são sugeridos pelo ministério da cultura.
Em seus anais, há um texto de apresentação, escrito pelas duas presidentes, caracterizando a conferência.
5ª conferência municipal de cultura.
19 e 20 de setembro, no Auditório da Biblioteca da FURB.
Presidentes:
Marlene Félix Schlindwein – Fcblu;
Noemi Kellermann – Conselho.
Tema: “Plano Municipal de Cultura de Blumenau:  A Cidade que Queremos”
Total de  participantes: 73
Três grupos de trabalho - Legislação Cultural, Políticas e Ações Culturais, Equipamentos Culturais, mais as demandas setoriais.

Plenária Final.
Plano Municipal de Cultura, dividido em diretrizes e estratégias de curto, médio e longo prazo.

Duas moções de repúdio - uma ao prefeito, outra a câmara de vereadores.
A conferência se dedica a revisar todas as deliberações das edições anteriores, trazendo a síntese para a conferência, que então é debatida nos três grupos de trabalho, referendados, modificados ou suprimidos para apresentação a assembléia geral.
Em seus anais, apenas um texto de apresentação, publicado pela presidente da Fundação Cultural, Marlene Félix Schlindwein, pela presidente do conselho municipal de cultura, Noemi Kellermann e pelo vice-presidente do Conselho, Jamil Antonio Dias

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Tirar a complexidade "do armário"

Este ano terá nova edição da conferência. Já elaboramos, nas últimas cinco edições, uma Agenda mínima pela qual batalhar. A partir desta 6ª Conferência, a sua realização será bianual.

Reivindicar o que? (o problema não é o que reivindicar, mas como ser atendido) Como disse, acredito existir uma pauta sintetizada no Plano Municipal de Cultura. Existe a construção do Sistema Municipal de Cultura. Avanços que demandarão articulação. 

A conferência, em minha singela opinião (a qual levarei ao conselho como proposta), deve tratar do principal assunto que tensiona a cultura hoje: as identidades (ou territorialidades) que não cabem numa só, no nosso caso a tal “alemã”.

A conferência municipal de cultura tem que lançar um novo desafio à sociedade: chamar as múltiplas territorialidades para sua Arena.  A conferência tem de deixar de ser um espaço reivindicatório de ações pontuais. Deixar de ser apenas gente sentada. Levar a vontade de se expressar, de fazer-se conhecido, de levar os instrumentos musicais, de fazer roda, de dizer que nem tudo é suspensório nessa cidade. Que não somos uma aldeia, exigimos a complexidade. Mais do que debater, trocar. O maior desafio deste século é deixar de ser imbecilizado para humanizar-se.

Precisa afirmar-se como espaço das múltiplas territorialidades presentes na cidade, como a dos terreiros de umbanda, passando pelos “guetos” das juventudes locais, chamando esses novos imigrantes do século XXI (nordestinos, paulistas, paranaenses, gaúchos e tantas identidades que afirmam para si um estatuto), trazer as associações de moradores, clubes de caça e tiro, os parques da cidade, a universidade, os territórios virtuais, ou os muros artificados!.

Na medida em que a identidade local vem sofrendo dos processos da mercantilização da cultura, as diversas territorialidades padecem de invisibilidade, escamoteando a complexidade da situação.

Para além da institucionalização, é necessário afirmar a cultura enquanto fluxos culturais, não como algo estanque, cabível num conceito. A cidade alimenta-se de fluxos diversos. Fomentar o diálogo entre a cultura oficial e a inúmeras contestações para produzir algo novo, que se humanize mutuamente.