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terça-feira, 7 de junho de 2011

Livros para download - Políticas Culturais

Bem, essa é minha pequena obsessão dos últimos meses. Escrever demanda muita leitura acerca do tema.  E apesar do campo das políticas culturais ainda ser pequeno, muitos livros tem sido disponibilizados, até mesmo para DOWNLOAD gratuito. Aqui vai uma relação, na forma de sugestão, para quem quiser conhecer mais do assunto. Boas leituras


PUBLICAÇÕES DO OBSERVATÓRIO DE POLÍTICAS CULTURAIS - ITAÚ CULTURAL




Diversidade Cultural 
Conheça as relações de políticas culturais com, relações políticas, comercias internacionais, comunicação e desigualdade. Confira AQUI.


Políticas Culturais 
A publicação, parceria com a Fundação Casa de Rui Barbosa, contém trabalhos apresentados no seminário de setembro de 2009. Confira AQUI

Economia da Arte e da Cultura
 Reunir pesquisadores brasileiros para reflexão sobre os sistemas de arte e cultura é o objetivo do última públicação do observatório. Confira AQUI

Políticas Culturais: Reflexões e Ações
 Leia mais sobre gestão cultural nessa publicação, resultado do 3º Seminário Políticas Culturais: Reflexões e Ações. Confira AQUI

A Cultura e Seu Contrário 
O professor Teixeira Coelho discute os limites entre a cultura e a arte em seu livro A Cultura e Seu Contrário. Confira AQUI

Economia Criativa
 A cultura e o desenvolvimento em países da África, América Latina e Ásia. versión en español - english version. Confira AQUI

A Cultura pela Cidade 
Livro reúne 12 textos, de autores brasileiros e estrangeiros, com artigos sobre a relação entre a cultura e a cidade. Confira AQUI

Leitores, Espectadores e Internautas 
Espécie de dicionário da cultura, no qual Nestor Canclini reúne conceitos ligados à leitura, ao audiovisual e ao virtual. Confira AQUI

Cultura e Economia 
Paul Tolila pensa questões econômicas do setor cultural e propõe ferramentas para orientar ações na área. Confira AQUI





DO CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ESTUDOS MULTIDISCIPLINARES EM CULTURA (CULT) - Universidade Federal da Bahia


Políticas Culturais no Brasil - O livro reúne um conjunto de textos acerca do tema das políticas culturais no Brasil. Os textos são "visões" de especialistas convidados em resposta a um roteiro de questões elaborado e encaminhado pelos organizadores do livro. Tal roteiro propõe um debate livre da trajetória e da situação atual das políticas culturais no país, observando seus momentos de mudança; suas falhas e contribuições; suas principais características; seus atores mais relevantes e suas perspectivas de futuro. Confira AQUI.


Transversalidades da Cultura - Quinto volume da Coleção Cult, o livro registra as conferências de renomados estudiosos do Brasil e de outros países, notadamente da Ibero America, no III Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (Enecult), realizado em 2007, em Salvador. O mosaico de textos traduz a arquitetura do encontro — um acontecimento cultural ímpar para os estudos da cultura no país — que se propõe a cada ano a ser um fórum democrático de acolhimento aos modos diversos de pensar a cultura e a deslocar as discussões gerais para temas mais específicos, mantendo-se, obviamente, fiel à pauta cultural. Confira AQUI


Teorias e políticas da cultura: visões multidisciplinares: "Teorias e políticas da cultura: visões multidisciplinares" reúne quinze artigos que analisam a temática cultural a partir de diferentes perspectivas, disciplinas, tempos e lugares. O livro, primeiro da coleção CULT, busca divulgar reflexões de membros do próprio Centro e de pesquisadores convidados. Confira AQUI






REVISTAS SOBRE POLÍTICAS CULTURAIS



Políticas Culturais em Revista - Confira AQUI. 

REVISTA DO OBSERVATÓRIO - Confira AQUI.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Árvores suspensas sobre um rio quase morto


Até 28 de novembro, quem passar pelas margens do Tamanduateí, perto do Mercado Municipal de São Paulo (veja o mapa), vai deparar com uma imagem curiosa: árvores de grande porte estarão suspensas sobre o rio. Intervenção do artista mexicano Hector Zamora, este jardim absurdo é Errante, obra que faz parte do Margem, projeto organizado pelo Itaú Cultural com curadoria do arquiteto Guilherme Wisnik.


>> Confira galeria de imagens!




Errante busca impressionar e provocar discussão: como a arte se relaciona com o espaço público? Como desenvolver a cidade sem destruir recursos naturais tais como os rios? É a primeira de uma série de obras do projeto Margem que irão dialogar com rios importantes da bacia hidrográfica brasileira. O objetivo é trabalhar temas decisivos como urbanismo, meio ambiente e marginalização social. Segundo Wisnik, "margem lembra não só os rios, mas também o que ficou de lado no progresso".
Outro face do projeto visa a despertar o interesse pela arte pública. A arte que fica no espaço de todos serve para mudar a percepção que se tem de algo cotidiano e que pode às vezes passar despercebido. Zamora destaca que a obra no espaço aberto dialoga com vários tipos de pessoas, além de críticos e entendidos. De acordo com o artista, "se eu conseguir fazer a pessoa sorrir, lembrar de algum episódio, esquecer do cotidiano ou refletir sobre certa situação, a obra terá cumprido sua função".

Região de Conflito

local em que Errante acontece é significativo: no início do século XX, o limpo Tamanduateí era lugar de lavar roupa e pescar. Em certo período, foram chamados especialistas europeus para construir o Parque Dom Pedro II. Com o tempo, a urbanização poluiu o rio e desfigurou o parque, "de um jeito que nem parece mais um parque", diz Guilherme Wisnik.




A urbanização também trouxe a verticalização. Um dos edifícios, o São Vito, tornou-se uma famosa favela vertical na década de 1980. Hoje está sendo demolido, depois de um longo processo de desocupação. Vários outros prédios no entorno também estão muito degradados. Para Wisnik, isso é parte de Errante: "o Tamanduateí está em uma região popular, conflituosa e rica de informação, marcada pelo comércio informal, pelos moradores de rua, pela perda de moradias históricas. Procuramos abordar essas relações".

"São Paulo é errante", diz Zamora, "sempre mudando, esquecendo do seu passado". A obra acaba sendo um retrato da cidade, mas o artista ressalta que o que ela pode fazer pensar tem um alcance mais amplo. "Vale para o Brasil, para o México, para o mundo", afirma.