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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Campo Cultural: Nova Lei Rouanet


Novo PROCULTURA - (Projeto de Lei 6.722/2010 - texto na integra


A nova regra deve valer apenas a partir de 2013...
Mas é bom entender o porquê da mudança e quais os impactos vai trazer para a dinâmica de financiamento público para a cultura. Estou montando um relatório pessoal, e compartilho a primeira parte. As fontes destas informações vêm dos documentos do Ministério da Cultura.

Em primeiro lugar e para não ficar uma publicação demasiado longa, apresento “um por que” da mudança.

Em relação à lei Rouanet, muitas coisas podem ser ditas, pró e contra. Se de um lado foi o instrumento de financiamento cultural hegemônico nos últimos 19 anos, beneficiando segmentos do campo cultural e da sociedade civil identificados com a cultura e com a economia criativa. Injetou cerca de R$ 8 bilhões no financiamento de projetos culturais. Cabe registrar que o mecenato é apenas um dos três instrumentos previstos pelo PRONAC.


A lei, gerou, porém, enormes distorções na distribuição e no acesso a esses recursos.  Aproximadamente 80% dos recursos públicos para a cultura giram em torno da renuncia fiscal.

Concentração que gera exclusão: De acordo com o Ministério da Cultura, 79,11% do montante de dinheiro disponibilizados por meio da renuncia fiscal (aproximadamente um bilhão de reais) ficam concentrados na Região Sudeste, com São Paulo ficando com 34,79 e o Rio de Janeiro, 34,62% do total dos recursos. A Região Sul fica com 9,69%, a região Nordeste com 6,91%, o Centro-oeste 3,84% e a região norte do pai, com insignificantes 0,45% dos recursos.

O Campo cultural é um território aberto as possibilidades e experimentações: 75% dos municípios brasileiros não têm um centro cultural; 14% dos brasileiros vão ao cinema uma vez por mês; 92% nunca freqüentaram um museu, 93% nunca foram a uma exposição de arte e 78% nunca assistiram a um espetáculo de dança. Além disso, as comunidades viabilizam alternativas de resistência e de comunicação através da cultura, e precisa ser financiado pelo Estado.

Qual a premissa do novo PROCULTURA? A de que artistas e produtores “não podem depender exclusivamente de patrocinadores, nem de critérios de retorno de imagem”. 

Em outra ocasião (estou finalizando, ainda) apresentarei as novidades que o PROCULTURA (PL 6.722/2010 clicando direciona ao endereço na Câmara dos Deputados, para acompanhar a tramitação do projeto) e alguns contrapontos. 

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Comissão discutirá propostas de incentivo à cultura

09/11/2010 09:58


A Comissão de Educação e Cultura realiza hoje encontro nacional para discutir a nova lei do Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura (Procultura). O evento iniciará um ciclo de debates na comissão para recolher sugestões para a elaboração do relatório da deputada Alice Portugal à proposta que cria o Procultura - Projeto de Lei 1139/07, do deputado Raul Henry (PMDB-PE), e seus apensados.
O deputado Ângelo Vagnoni comenta as iniciativas que podem facilitar o financiamento de projetos culturais em entrevista à Rádio Câmara.
Um dos projetos apensados é o PL 6722/10, do Executivo, que reúne mais de duas mil contribuições originárias de consulta pública. A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio já analisou a matéria e aprovou parecer favorável ao texto do Executivo, por considerá-lo mais abrangente do que o PL 1139/07.
Até hoje, a lei mais ampla de incentivo à cultura é a 8.313/91, conhecida como Lei Rouanet. Segundo os seus defensores, o Procultura garantirá políticas públicas mais adequadas para o desenvolvimento do setor, com critérios transparentes e objetivos no processo de seleção de iniciativas a serem apoiadas.
Além de parlamentares, foram convidados o ministro da Cultura, Juca Ferreira; o ator e diretor Odilon Wagner; o diretor do Instituto Gerdau, José Paulo Soares Martins; o artista Chico Simões; o cineasta Luiz Carlos Barreto Borges; o diretor do Instituto Itaú Cultural, Eduardo Saron.
O debate, proposto pela relatora, será realizado no auditório Nereu Ramos das 14 às 19 horas.

Íntegra da proposta: