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domingo, 4 de dezembro de 2011

Questões Trabalho & Consumo no Século XXI

Para nós, da civilização do Shopping: consumir também é exercer cidadania.


Veja:



Zara recusa acordo com Ministério Público do Trabalho

Empresa que fez uso de mão-de-obra escrava se negou a assinar termo que prevê indenização de R$ 20 milhões por danos morais coletivos
LEIA MAIS - BRASIL DE FATO

Sindicato acusa McDonald’s


Rede de lanchonetes é acusada de explorar funcionários e de pagar salários mensais de até 230 reais em alguns meses
Rede de lanchonetes é acusada de explorar funcionários e de pagar salários mensais de até 230 reais em alguns meses. Foto: Dennis Young/Flickr Creative Commons


Em audiência pública ocorrida no Senado, a rede de lanchonetes McDonald’s foi acusada de explorar funcionários sob o pretexto de utilizar uma jornada de trabalho “móvel e variável”. De acordo com a denúncia, nos momentos de menor movimentação em suas unidades, a rede faz com que parte de seus empregados permaneça em uma “sala de break“, onde ficam à disposição do McDonald’s, mas sem receber pelo horário em que ficam na sala.
LEIA MAIS - CARTA CAPITAL 

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Trabalho Escravo aos montes em Santa Catarina

E dizem que este estado é modelo...
Como diria a Xuxa verde, "Senta lá Claúdia..."


SC só perde para Goiás e Pará
Estado flagrou mais de 200 casos análogos a escravidão


PONTE SERRADA - Santa Catarina é o terceiro Estado em número de trabalhadores libertados de trabalho em condições análogas a de escravidão em 2010. De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego, até 17 de setembro, foram libertados 228 trabalhadores no Estado. Somente Goiás, com 343, e Pará, com 338, tiveram número superior.


Um dos casos que mais chamou a atenção foi o de 12 trabalhadores que moravam num chiqueiro, em Ipumirim, Meio-Oeste catarinense. Eram panelas, roupas e alimentos no mesmo espaço de baias cheias de dejetos e até um cavalo. A situação foi flagrada em maio. Outros 15 trabalhadores foram libertados no início deste mês, em Xanxerê. Estes ainda não estão computados nos dados do Ministério do Trabalho e Emprego. Trabalhavam no corte de erva-mate e dormiam amontoados numa casa com cerca de 40 metros quadrados, com má ventilação. Tomavam banho em um rio, construíram um banheiro improvisado e canalizaram água de um córrego onde descobriram, dias depois, que havia uma vaca morta a menos de 50 metros do local. Além disso, não tinham equipamento de segurança nem assistência médica.


Sem opções, trabalhadores se submetem


Numa ação conjunta do Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público Federal e Polícia Federal os trabalhadores foram retirados do local, indenizados e retornaram para suas casas, em Ponte Serrada. O proprietário foi autuado e teve de pagar indenização para os trabalhadores.


De acordo com a coordenadora do Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho e Emprego, Luize Surkamp, a falta de escolaridade é um dos principais fatores deste tipo de submissão:


– Mais de 90% não têm a 5ª série.


Com isso, os trabalhadores não conseguem empregos melhores e acabam aceitando situações precárias. Tanto que nove pessoas que foram libertadas nos últimos dois anos são reincidentes. A maioria dos casos foi registrada em atividades de corte de erva-mate e reflorestamento. Luize acredita que o número de trabalhadores em condições análogas à de escravo é bem maior.


– No Sul não tem a cultura da denúncia – explicou.


darci.debona@diario.com.br


DARCI DEBONA