Publicado na seção Artigo do Jornal de Santa Catarina - AQUI.
A proibição de shows no Butiquin Wollstein e no Ahoy! Tavern Club abafou mais que o som. Muito além do barulho, calou a cultura e o lazer da comunidade blumenauense. E como diz uma música conhecida da minha geração, “A gente não quer só comida, a gente quer bebida, diversão, balé...”. Para aqueles que valorizam a liberdade de expressão cultural e a criação artística, a notícia representou uma grande perda. Estamos nos tornando, cada vez mais, reféns e cúmplices de uma cultura massificada e de gosto duvidoso.
Mas a proibição de shows no Butiquin e no Ahoy!, e também os problemas no Ferro Velho, devem ser entendidos num contexto sociopolítico muito mais amplo que o respeito ao Código de Postura do Município de Blumenau ou às normas ambientais. Constitui uma expressão da importância que as políticas públicas de cultura e de lazer possuem na atual gestão municipal. Diante do marasmo cultural de Blumenau, o Butiquin e o Ahoy! constituíam os únicos locais onde havia manifestações culturais independentes.
Além disso, a determinação da Faema priva a sociedade blumenauense de espaços de lazer. A população blumenauense se encontra cada vez mais sem alternativas musicais, culturais e artísticas que enriqueçam e elevem a qualidade de vida e, portanto, gerem integração social. O bem estar da população constitui um produto que só pode ser compartilhado pela cultura. Desta forma, a determinação acentua o marasmo cultural que empobrece ainda mais nossa cidade.
Esta situação reforça nossa deplorável imagem conservadora e provinciana. Por que o barulho constitui uma infração em algumas situações e não em outras? Ou será que durante a Oktoberfest não se faz barulho na cidade? Me pergunto o que estariam dizendo nossos queridos Lindolf Bell e Horácio Braun dessa campanha antirruído e desse disque-barulho que não cessam de trair o futuro de Blumenau. E como canta nosso poeta, “Eu faço de tudo a fonte para alimentar a não limitação”.
Mas a proibição de shows no Butiquin e no Ahoy!, e também os problemas no Ferro Velho, devem ser entendidos num contexto sociopolítico muito mais amplo que o respeito ao Código de Postura do Município de Blumenau ou às normas ambientais. Constitui uma expressão da importância que as políticas públicas de cultura e de lazer possuem na atual gestão municipal. Diante do marasmo cultural de Blumenau, o Butiquin e o Ahoy! constituíam os únicos locais onde havia manifestações culturais independentes.
Além disso, a determinação da Faema priva a sociedade blumenauense de espaços de lazer. A população blumenauense se encontra cada vez mais sem alternativas musicais, culturais e artísticas que enriqueçam e elevem a qualidade de vida e, portanto, gerem integração social. O bem estar da população constitui um produto que só pode ser compartilhado pela cultura. Desta forma, a determinação acentua o marasmo cultural que empobrece ainda mais nossa cidade.
Esta situação reforça nossa deplorável imagem conservadora e provinciana. Por que o barulho constitui uma infração em algumas situações e não em outras? Ou será que durante a Oktoberfest não se faz barulho na cidade? Me pergunto o que estariam dizendo nossos queridos Lindolf Bell e Horácio Braun dessa campanha antirruído e desse disque-barulho que não cessam de trair o futuro de Blumenau. E como canta nosso poeta, “Eu faço de tudo a fonte para alimentar a não limitação”.
MARCOS ANTÔNIO MATTEDI|PROFESSOR UNIVERSITÁRIO

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