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terça-feira, 26 de julho de 2011

políticas culturais como arado de virar a terra

Sei lá, me passou... Lendo o artigo do Tiago, pensei: porque defendo políticas culturais? Sem querer ser especialista, mas por ser praticante cultural, gostaria de trazer uma pequena defesa. Penso política cultural como políticas de experimentação individual e coletiva, apontando para possibilidades que estão confusamente postas na contemporaneidade e que permita que as pessoas decifrem o lugar onde vivem. Mas há muitas maneiras de entender o debate sobre política cultural. Para alguns, a existência da palavra “política” já deslegitima todo e qualquer argumento em defesa de políticas culturais. Outra confusão é dicotomia arte e cultura, como se um fosse devorar o outro.  Arte é sempre experiência individual. Cultura, por sua vez, é sempre experiência individual mediada pelo coletivo, pois sem o Outro não existe cultura.
Em relação ao primeiro ponto crítico, que causa fricção entre diferentes sujeitos do campo artistico-cultural, não dá para negar a política do individuo, que apesar das contradições da época, teve sua autonomia mental potencializada. Digo mental porque o individuo nunca esteve tão livre e tão fermentado para ser criativo. O problema está em passar da dimensão mental para a social, dar materialidade ou algum suporte para estas criações, enfrentando as restrições do capitalismo de nossa época à plena autonomia do sujeito (um exemplo: Crowdfunding). Neste sentido, é preciso por em xeque a política dos partidos e passar a política da ação: seja como pessoa, grupo ou sociedade. Dizer “política” e achar que ela encerra, em si, como única experiência possível somente a dos partidos políticos é pobre demais, nem somente no Estado (qual o papel do Estado na Cultura?). Portanto, não dá pra pensar a política de maneira unidimensional. Se Dirigismo é um sério problema, e real, é, acima de tudo, contornável, a partir da transparência e participação. Aliás, mesmo sem politicas públicas, já existe dirigismo. Não é um problema que resolve-se ignorando. Em suma, a não-escolha é uma política.

Sobre o segundo ponto crítico, há muito que se dizer. Na verdade, eis aqui o “Tendão de Aquiles” de toda discórdia. Enquanto alguns se intitulam artistas, outros se intitulam trabalhadores da cultura. Em geral, a nossa época é bastante confusa em relação a isso. De um lado, querendo amputar-se, está o campo artístico, com seus nomes, escolas, teorias, técnicas e poderes. De outro, antropólogos e adeptos dos Estudos Culturais, que partiram para uma militância em defesa da mudança dos comportamentos, da desvinculação entre cultura e civilização, dentre outras coisas, denunciando usos da cultura para a dominação social, trazendo a cultura para perto da política, ou vice-versa. Os dois lados têm divergências? Muitas, mas não são antagônicos. Complementam-se e interagem tensamente. Como disse anteriormente, aqui há sempre desconfiança como se a arte fosse devorar a cultura e vice-versa, de novo. Mas o fato desconsiderado é que tudo o que é devorado, transforma-se em outra coisa, lá no estomago. Precisamos conhecer essa outra coisa. O Tiago desconsidera que o próprio mercado atenta contra a autonomia da arte. Enquanto o Estado possui mecanismos de controle social, quais são os mecanismos para controlar grandes corporações e sua ação de dominação dentro da arte e da cultura? Eis um velho e caquético falso problema: o que é privado funciona melhor que o Estatal.

Mas arte e cultura não dizem respeito só ao trabalhador do campo ou ao artista: essa dicotomia é falsa. Focar o debate em artista ou produtor/trabalhador da cultura é, também, pobre. Sempre se esquece do público. As maiorias dos projetos culturais apresentados para o Fundo municipal de apoio à cultura de Blumenau servem para financiar “algo” que, depois, beneficia um público. O público dificilmente é pensado antes da execução do projeto.  As comunidades culturais, também produtoras de saberes e portadoras de manifestações culturais características e peculiares, nunca são contemplados no debate “artista” versus “trabalhador da cultura”. É por isso que inúmeros doces, geléias e salgados estão sumindo da gastronomia local, restando apenas o “feito pra turista”. É por isso que a privilegiada situação de ser um município bilíngüe perdeu-se no tempo. É por isso que nordestinos e paranaenses são alvo de piadas por aqui. Porque eles sim estão invisíveis. Atirados ao entretenimento privado ou então, associando-se de uma forma. A vida blumenauense não cabe no debate “artista versus trabalhador da cultura”. 

É por isso que eu defendo políticas públicas de cultura: porque acredito na democracia orgânica aqui onde vivemos, no espaço local; porque como trabalhador da cultura dependo, em grande parte, da existência de artistas e de públicos consumidores/fruidores;  porque nem todo patrimônio cultural é considerado, pela elite da cidade, como patrimônio e por isso somem, desaparecem, sem a possibilidade dos portadores desse patrimônio se manifestarem;  porque expressões artísticas experimentais, amadoras, coletivas, híbridas e o escambau devem ser financiadas como projetos de ação individual e como projetos de vida, não somente como fruir burguês da vida e dos sentimentalismos; que essas expressões possam, redundantemente, experimentar e não serem esmagadas pela indústria cultural e pelo espetáculo; porque tem gente lucrando com o trabalho artístico e cultural de comunidades inteiras, transformando tudo em mais-valia. Por situações assim, dentre outras, que sou um defensor das políticas públicas de cultura e da participação na definição dessas políticas.

Por esses motivos, eu sou levado a superar essa dicotomia “artista versus trabalhador da cultura” para um campo abertamente político, em que as pessoas devem ter sua inteligência, sua intelectualidade, sua espiritualidade massageadas para que ninguém durma na história. É preciso ter direito a cidade, das pessoas conhecerem realmente quem a constrói, quais relações são tecidas. Por fim, não sou muito crente no mito do grande artista iluminado ou angustiado.

-ps: cultura como arado, e não como cultivo, é a tese defendida por Teixeira Coelho.

Políticas de sujeição da arte

Gostei deste artigo que saiu no Jornal de Santa Catarina. Precisamos mesmo é apontar as diferenças para buscar um equilíbrio mais ou menos coerente com a realidade do campo cultural de Blumenau. Valeu Tiago.

26/07/2011 | N° 12317
ARTIGO

Na situação atual, é razoável dizer que as forças estatais produzem parâmetros que orientam a produção da saúde, da educação e da arte. Neste âmbito, as reivindicações referentes às políticas públicas da Fundação Cultural de Blumenau se mostram como parte da relação violenta que sujeita as condições da expressão artística de determinados grupos às vontades de uma lógica de poder estatal.

Não é questão aqui de deslegitimar ou desmobilizar a luta por políticas públicas mais efetivas na área da cultura. Como produção coletiva, este escrito, em nome de outros estudantes, além daquele que o assina, quer fazer perceber que se o Estado pode exercer regulações determinando limites sobre práticas que têm a liberdade como princípio (como é o caso da arte), é porque ele age no processo de captura destas práticas que, paradoxalmente, procuram exercer a liberdade artística em meio às mordaças do próprio Estado.

Frente a isto, observa-se um jogo de forças onde o exercício da autonomia artística se depara com a heteronomia a qual está sujeita (ao impor à produção cultural a necessidade de regulação estatal). Como consequência, este exercício é interrompido nos juízos do Estado que se impõe fazendo com que os que dele dependem para o fazer artístico tenham arrancados seus braços e sua língua. Deste modo, vê-se que o que está em jogo não é a arte nem a cultura. Mas, o arbítrio que define os braços e a língua produtores da cultura legítima de certo grupo (de artistas, intelectuais, professores etc.) que requer sobre a cultura o reconhecimento estatal na forma de subsídios econômicos.

Em todo caso, os grupos artísticos que operam em linhas de fuga diante da perversa lógica econômica e política, isto é, dela mais ou menos emancipada, sem deixar de fazer disso um ato político, são impelidos à invisibilidade, haja vista que os princípios que definem a cultura legítima são produzidos, aqui, através do Estado e das instituições a ele subordinadas que, como resultado, torna visível o que está autorizado a se chamar de cultura.
TIAGO RIBEIRO SANTOS|ESTUDANTE

sábado, 18 de junho de 2011

A importância do proibido.

Por Marco Antonio Mattedi.
Publicado na seção Artigo do Jornal de Santa Catarina - AQUI
A proibição de shows no Butiquin Wollstein e no Ahoy! Tavern Club abafou mais que o som. Muito além do barulho, calou a cultura e o lazer da comunidade blumenauense. E como diz uma música conhecida da minha geração, “A gente não quer só comida, a gente quer bebida, diversão, balé...”. Para aqueles que valorizam a liberdade de expressão cultural e a criação artística, a notícia representou uma grande perda. Estamos nos tornando, cada vez mais, reféns e cúmplices de uma cultura massificada e de gosto duvidoso.

Mas a proibição de shows no Butiquin e no Ahoy!, e também os problemas no Ferro Velho, devem ser entendidos num contexto sociopolítico muito mais amplo que o respeito ao Código de Postura do Município de Blumenau ou às normas ambientais. Constitui uma expressão da importância que as políticas públicas de cultura e de lazer possuem na atual gestão municipal. Diante do marasmo cultural de Blumenau, o Butiquin e o Ahoy! constituíam os únicos locais onde havia manifestações culturais independentes.

Além disso, a determinação da Faema priva a sociedade blumenauense de espaços de lazer. A população blumenauense se encontra cada vez mais sem alternativas musicais, culturais e artísticas que enriqueçam e elevem a qualidade de vida e, portanto, gerem integração social. O bem estar da população constitui um produto que só pode ser compartilhado pela cultura. Desta forma, a determinação acentua o marasmo cultural que empobrece ainda mais nossa cidade.

Esta situação reforça nossa deplorável imagem conservadora e provinciana. Por que o barulho constitui uma infração em algumas situações e não em outras? Ou será que durante a Oktoberfest não se faz barulho na cidade? Me pergunto o que estariam dizendo nossos queridos Lindolf Bell e Horácio Braun dessa campanha antirruído e desse disque-barulho que não cessam de trair o futuro de Blumenau. E como canta nosso poeta, “Eu faço de tudo a fonte para alimentar a não limitação”.
MARCOS ANTÔNIO MATTEDI|PROFESSOR UNIVERSITÁRIO

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Blogues culturais: Blumenau e região.

Aqui, a lista de alguns bons blogues e portais de Blumenau, tratando sobre arte, cultura e o campo cultural.

Duelo de Escritores http://duelodeescritores.com/
Panorama Cultural (Análise em Foco) http://www.analiseemfoco.com.br
Conselho Municipal de Cultura de Blumenau http://culturablumenau.blogspot.com/
Associação dos Nordestinos de Blumenau http://www.anordestinosblu.com.br/
Mabeck Espaço de Arte http://www.mabeck.com.br/home/
Liquidificador http://www.liquidificador.art.br/
Fátima Venuti http://fatimavenutti.blogspot.com/
Associação Blumenauense de Teatro www.abluteatro.blogspot.com

Alguém sugere mais endereços para ampliar a lista?

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O dito desdito.

Era uma vez, um ser humano um tanto ingênuo, publicou num blogue qualquer uma informação intitulada "Grande Notícia". Graças a incalculável capacidade de armazenamento virtual, ainda é possível, inclusive, ler esta postagem. Veja AQUI


Primeiro leia, e saiba do que se trata. Em seguida, continue.


Um dia de fevereiro, Dona Marlene estava animada, em reunião do conselho municipal de cultura de Blumenau. Parecia muito confiante de que algumas coisas seriam diferentes no novato 2011. A tal ponto que pede a palavra e lança: "esse ano, o fundo terá 600 mil reais, mas estamos, também, com recursos na ordem de 600 mil para criar o mecenato municipal". Após sua entusiástica intervenção, algum  conselheiro pergunta: "isso é sério? tão sério que poderia ser divulgado e oficializado?". Disse a presidente FCblu que sim. Questionada pela segunda vez por conselheiro de cultura, "então, quer dizer, posso afirmar, publicamente, que este ano o mecenato municipal vai sair?", a pronta resposta da presidente FCblu foi "sim, podes afirmar". 


Bem, passados três meses, a coisa mudou e o moço também anda mudando. Só que, no caso da lei, foi uma mudança não mudada, ou, a persistência do passado. A informação de que seria criado o Mecenato Municipal para a área de cultura, em Blumenau, cujos recursos já estavam reservados, na ordem de R$ 600 mil, não passou de um .....mal-entendido. Enfim, como era de se esperar (se fosse o moço menos ingênuo), não terá nada de mecenato, ficamos só com o Fundo Municipal de Cultura, no valor de R$ 600 mil (antes eram R$ 400 mil), cujo valor foi aumentado através da ação de vereadores blumenauenses.


Pergunto: como algo dito pode ser tão facilmente desdito? Então tá?


ps - E quando vai ter uma audiência pública para discutir esse projeto, antes de ir a Câmara de Vereadores?

Cláudia Iara Vetter lança 2ª edição de O Retrato da Nudez Eólica

Está chegando a segunda edição de “O Retrato da Nudez Eólica” da jovem escritora Cláudia Iara Vetter. Após editar e bancar sozinha a primeira e pequena edição de sua obra, Cláudia obteve agora patrocínio do Fundo Municipal de Cultura de Blumenau para reeditar a obra, com uma tiragem de 1500 exemplares, que serão amplamente distribuídos a escola municipais de Blumenau. Além da distribuição gratuita de exemplares, a autora realizará  oficinas literárias com os estudantes das escolas que visitará.

 “O Retrato da Nudez Eólica é uma compilação textual de sentidos que as mãos sentem, mas não apalpam. Conduz dissonâncias dos dias, recolhidas na fragilidade de nossos conhecimentos e desconhecimentos, tornando-se uma passagem pela mais intensa profundidade do ser, em mesmo estar, superficial. A nudez se parte na transparência do vento, e o retrato se alonga na vitalidade, até onde o vento possa carregar; para os entregues, um fino véu da tessitura da alma, e ao tempo, a grandeza da condição de estar vivo.” apresenta a autora, nesta segunda edição.


O livro traz na capa detalhe da obra “Duas irmãs” doa artista visual Nestor Jr.,  é prefaciado pelo escritor Gregory Haertel e tem orelha do também poeta Vinicius Coelho. A obra tem apoio cultural e leva o selo editorial da Liquidificador Produtos Culturais.

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“Exigindo das palavras mais do que elas aparentemente conseguiriam, deslocando sentidos na ânsia para que digam tudo aquilo que parece querer explodir dentro de si, Cláudia Iara Vetter nos oferece a segunda edição deste seu primeiro Retrato, um retrato em que a autora se expõe sem medos, rasgando a própria pele e nos dando de presente.
Intenso, o seu livro não oferece facilidades. O amor de que Cláudia fala se equivale ao vazio sobre o qual também escreve.
Os dois podem tanto salvar quanto engolir.
E Cláudia, corajosa, permanece nua, recebendo diretamente contra o corpo as inconstâncias da vida, e escolhendo frases que são, todas, margens de um retrato seu.”
Gregory Haertel



“As palavras sozinhas não dizem. Sabendo disso, Cláudia Iara Vetter usa das cores, dos sons e suas tonalidades para expressar os sentimentos e pensamentos em palavras. Reflete-se em nossos olhos, grita o silêncio. E vai além: despe-se ao vento, não esconde o que é dor ou oco, revela a vida em movimento. Traça as inscrições de seu corpo – arranhões, tatuagens, chagas antigas. Caminhamos consigo por sua estrada “bruta e malfeita”, onde o que é secreto nos é oferto como um presente manualmente esmerado. No percurso d’O Retrato da Nudez Eólica, Cláudia mostra que de tudo só restam fragmentos. Assim como nos legou Safo, a grande poeta da Antiguidade, o amor abala o espírito como um vendaval que desaba sobre os carvalhos.”
Vinicius Coelho


MAIS INFORMAÇÕES: LIQUIDIFICADOR PRODUTOS CULTURAIS

quarta-feira, 2 de março de 2011

O carinho da Biba Schmitt








19/02/2011 | N° 12181

CADERNO VIVER, DO JORNAL DE SANTA CATARIINA - http://www.clicrbs.com.br/jsc/sc/impressa/4,1147,3212227,16529


CAPA

Carinho para pessoas queridas

Entrar no ateliê da artista plástica Biba Schmitt, numa tarde escaldante do verão de Blumenau, é como estar, de repente, em outra estação do ano. O ambiente amplo tem uma porta que dá para os fundos da casa, de onde sopra um vento suave. Duas paredes pintadas de bege contrastam com as outras duas da sala, uma azul e outra verde. As portas são brancas e de madeira. No chão, há lajotas vermelhas de aparência antiga que evidenciam: ali, era a garagem da casa da avó de Biba.


–Eu me criei aqui, correndo no jardim, tomando banho de tanque onde hoje eu lavo os meus pincéis. Dei uma reformada, limpei as paredes, pintei tudo.

O fato de ali ser a casa onde se criou, segundo Biba, torna o ateliê muito mais especial. Durante a adolescência, Biba trabalhou na loja da família, a Via Flor. Foi seu primeiro encontro com a arte. Começou com a pintura de vasos de cerâmica. Hoje, aos 34 anos, cria com o mesmo carinho de quem prepara presentes especiais para pessoas queridas. Confecciona diversos itens personalizados, de peças para enxoval de bebês até caixas de chá, álbuns de fotografia e almofadas.

– Faço camisetas customizadas também. É um universo infinito de possibilidades – conta.

Na hora de criar, a artista cria um clima especial. O rádio é ligado num volume médio, geralmente sintonizado na Furb FM. Antes de qualquer coisa, Biba procura se perceber fisicamente, notar se a roupa que veste é confortável, se o sapato não está incomodando, se não está com sede, frio ou calor.

– Esse espaço me faz feliz. Essas duas janelas, essa porta, esses passarinhos... Mas quando se sabe o que se faz, se produz até no caos – explica.

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ps - além dessa faceta, a Biba ainda, enquanto artista, colabora com o segmento teatral da cidade, com cenografia e figurinos, além de cuidar do James (e agora, do Otto)!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Nestor Junior e sua Arte


http://fluxusmagazine.com/

O trabalho do jovem Nestor Junior, blumenauense nascido manezinho do litoral catarina, se alastra por outras escalas.

O mundo é grande!

Nestor no Tuite: @nestorjr_art