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terça-feira, 26 de julho de 2011

Políticas de sujeição da arte

Gostei deste artigo que saiu no Jornal de Santa Catarina. Precisamos mesmo é apontar as diferenças para buscar um equilíbrio mais ou menos coerente com a realidade do campo cultural de Blumenau. Valeu Tiago.

26/07/2011 | N° 12317
ARTIGO

Na situação atual, é razoável dizer que as forças estatais produzem parâmetros que orientam a produção da saúde, da educação e da arte. Neste âmbito, as reivindicações referentes às políticas públicas da Fundação Cultural de Blumenau se mostram como parte da relação violenta que sujeita as condições da expressão artística de determinados grupos às vontades de uma lógica de poder estatal.

Não é questão aqui de deslegitimar ou desmobilizar a luta por políticas públicas mais efetivas na área da cultura. Como produção coletiva, este escrito, em nome de outros estudantes, além daquele que o assina, quer fazer perceber que se o Estado pode exercer regulações determinando limites sobre práticas que têm a liberdade como princípio (como é o caso da arte), é porque ele age no processo de captura destas práticas que, paradoxalmente, procuram exercer a liberdade artística em meio às mordaças do próprio Estado.

Frente a isto, observa-se um jogo de forças onde o exercício da autonomia artística se depara com a heteronomia a qual está sujeita (ao impor à produção cultural a necessidade de regulação estatal). Como consequência, este exercício é interrompido nos juízos do Estado que se impõe fazendo com que os que dele dependem para o fazer artístico tenham arrancados seus braços e sua língua. Deste modo, vê-se que o que está em jogo não é a arte nem a cultura. Mas, o arbítrio que define os braços e a língua produtores da cultura legítima de certo grupo (de artistas, intelectuais, professores etc.) que requer sobre a cultura o reconhecimento estatal na forma de subsídios econômicos.

Em todo caso, os grupos artísticos que operam em linhas de fuga diante da perversa lógica econômica e política, isto é, dela mais ou menos emancipada, sem deixar de fazer disso um ato político, são impelidos à invisibilidade, haja vista que os princípios que definem a cultura legítima são produzidos, aqui, através do Estado e das instituições a ele subordinadas que, como resultado, torna visível o que está autorizado a se chamar de cultura.
TIAGO RIBEIRO SANTOS|ESTUDANTE

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Crise na Fundação Cultural de Blumenau chega ao Estado

fonte: blog da Giovana

Uma situação que poderia (e deveria) ser resolvida internamente _ e de forma rápida _ está tomando proporções que poderão se tornar insustentáveis. A crise que se instalou na Fundação Cultural de Blumenau já é conhecida em todo o Estado. A deputada estadual Ana Paula Lima (PT) expôs no Parlamento, esta semana, a crise da entidade. Ela citou o fechamento de atividades, a renúncia de membros do Conselho Municipal de Cultura e das reclamações de atitudes arbitrárias da presidência. Também comentou que Fundação também é alvo de uma investigação pelo Ministério Público, que anunciou a instauração de um inquérito civil para averiguar possíveis irregularidades no extinto “Casarão das Oficinas”, envolvendo ex-funcionários. 

- Não bastasse o desmonte das políticas sociais, agora o governo municipal vitimiza a cultura de uma cidade historicamente conhecida por suas riquezas nesta área e, acima de tudo, as suas tradições – criticou a parlamentar. 

Ela ressaltou que olhando o estado do prédio sede da fundação, um marco histórico da arquitetura da cidade, é possível notar o abandono e o descaso pela situação precária daquele espaço físico. 

- Enquanto isso o prefeito se mantém em silêncio, típico de quem não se importa, nem se responsabiliza por nada”, ressaltou a deputada.