- Ensinam-nos que Democracia é o maior bem da Civilização. E
em geral, que esse bem é uma produção cultural e filosófica do Ocidente. Aliás,
Civilização = Ocidente.
- A Democracia, desde o século XX, teve alguns momentos mais
intensos e outros de “paz de cemitérios”.
- A tese é de que o conflito é o coração da Democracia (Chauí,
2011): ele aciona o movimento da História. Mas o conflito não é só de base
material. Têm, também, bases subjetivas, novos conflitos.
- A Democracia verdadeira (de direitos, de consumo) é coisa
de magnata. Democracia mundial, sem fronteiras. Estes representam o topo
político, econômico e militar com direito a voz na Ágora, como na Grécia
Antiga.
- Para os 99%, a Democracia, na perspectiva do 1% de indivíduos
bilionários e cidadãos globais, é luxo que às vezes, deve ser flexibilizada. A
Democracia, para os pobres é de um tipo; para a classe média, outra. A
Democracia pode ser mais densa num país com muito dinheiro, enquanto num país
pobre, é luxo desnecessário. Somos os escravos que bancam a Democracia da Ágora
Ateniense Mundial.
- o Desafio é tornar a Democracia em bem orgânico que impregna
nossa vida diária, real, democratizando nossas relações sociais das mais
intimas às mais gerais. Nada como hoje: só votar e pronto. Ética como
fundamento da vida; um holismo complexo. Democratizar as relações familiares,
de amizade, de comunidade, as políticas de base locais. E reconhecer os conflitos.
- O fato é que a Democracia foi-nos tomada. Ela hoje é, no
centro do sistema mundial, uma decisão técnico-racional; Mostram-nos, também,
que Democracia é escolha entre A, B, C e D... Eleja um representante e seja
cidadão? Escolha entre produtos: consumo democrático!
- Além disso, cá entre nós, o Capitalismo tem dificuldades com a Democracia. Financia a bonança e a social democracia dos países do Centro e a miséria e dependência no restante do planeta.
- Além disso, cá entre nós, o Capitalismo tem dificuldades com a Democracia. Financia a bonança e a social democracia dos países do Centro e a miséria e dependência no restante do planeta.
- O modelo “Partido Político” continua importante, mas precisa
ser revisto. A representação tradicional não cabe mais. A Radicalização da
Democracia não virá dos Parlatórios (nem de blogues ou facebook, reconheço).
- É tempo de romper com a Velha e Oligárquica Ágora Ateniense Mundial!
- Como aprimorar nossa
relação com o representante, se não dá pra acabar com essas coisas com toque mágico? Qual transição? Fidelidade Partidária 100%; possibilidade de
eleições de representantes de movimentos e não somente de partidos políticos;
fim da reeleição para todos os cargos eletivos; possibilidade de revogar o
mandato eletivo antes do seu término se a base desta representação se sentir
desprestigiada; Fim de todos os privilégios e ‘vale-matatas’ (ajuda aluguel,
ajuda dezenas de servidores; gasolina, motorista, terno, avião, etc.); Corrupção
na lista dos crimes hediondos; Punição para corrupção de maneira rápida e
efetiva; Transparência total no uso dos recursos públicos; Fim do monopólio de
consultor eterno privilegiado de entidades representativas da iniciativa
privada e movimentos como Maçonaria etc. junto ao ouvido surdo do poder público
para a maioria; Financiamento público de campanha;
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| infinitas idéias |
- A base local e
regional tem a possibilidade de ampliar a Democracia! Transparência, conselhos deliberativos, audiências públicas, plebiscitos e consultas populares, Governo Eletrônico; Orçamento Participativo, tantas maneiras! Tantas possibilidades. Os representantes políticos da Câmara Blumenauense, que aumentaram seus salários, mas de forma imoral, pouco transparente, ao velho modo oligárquico, nenhum deles ou delas representa esta Nova Política e esta nova Democracia. Alguns, por histórico, são mais próximos de segmentos populares, mas isto não impediu de beneficiar-se sem a consulta a essas bases.
- E como superá-la? Um bom desafio para nortear a Utopia...




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