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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

5ª Conferência Municipal de Cultura de Blumenau.

Foi uma edição deslegitimada? De certa forma, sim. O executivo municipal e a Fundação Cultural preferem continuar com uma atitude que tem se mostrado, na prática, desastrosa. Mas por outro, mostrou que somente com articulação dos diversos atores sociais envolvidos poderá o movimento ter peso político para reverter a pauta negativa proposta pelo governo. E, neste sentido, avançamos.

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A Cidade que queremos.
Pensar “Qual a cidade que queremos?”, tema deste encontro, demanda um sentido de coletividade que, talvez, o mundo da arte/cultura ainda não tenha alcançado na cidade. Faltam elos importantes no pensamento/ reflexão, na produção e na crítica cultural, indispensáveis ao movimento criativo. É preciso mais pedagogia da coletividade. Muitos integrantes do segmento cultural só se manifestam sobre financiamento. Para outros, a coisa vai além, perpassando outros processos mais complexos.

Senso de coletividade não quer dizer patotinha, nem comunidade num sentido fechado, auto-suficiente. É perceber a importância da ação para mudar o mundo. “Uma andorinha não faz verão” diz a tradição popular. Ação transformadora demanda articulação entre vozes diversas.

Blumenau precisa reconhecer sua diversidade cultural. Ela deve ser base material e simbólica para construir uma cidade sustentável, com qualidade de vida, democracia e pluralidade.


A cidade que temos
Estamos numa cidade estandardizada, que ainda trabalha com a política do Evento (e...vento, foi-se no vento, como bem salientou o presidente da Fundação Cultural de Joinville). Não existem políticas públicas e planejamento de ações, busca de resultados, definição de metas, esses processos necessários, pois envolvem recursos públicos. A Fundação Cultural foi desmantelada. A estrutura física dos equipamentos culturais está deteriorada. A lista é maior, mas fico por aqui.


O Plano Nacional de Cultura e a sua dimensão na esfera local/regional: desafios para Blumenau.
A Conferência, em sua 5ª edição, centrou esforços para a construção do Plano Municipal de Cultura, uma inovação bem vinda, surgida dos avanços institucionais acontecidos no plano Federal nos últimos anos, através da gestão Gil/Juca Ferreira.

Um exemplo é o Plano Nacional de Cultura (PNC) aprovado por unanimidade, em 9 de novembro, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal e segue agora para sanção presidencial. Depois de sua assinatura, o Ministério da Cultura terá 180 dias para definir metas a atingir na implementação do plano.

Demandado pela sociedade por meio da I e II Conferência Nacional de Cultura e em esforço conjunto entre o Ministério da Cultura e o Congresso Nacional, o PNC representa um avanço para a Cultura do país ao definir as diretrizes da política cultural pelos próximos 10 anos. O Plano estabelece uma espécie de planejamento de longo prazo para ações na cultura, com metas a serem atingidas, seja nos seus aspectos simbólicos ou materiais da cultura, valorizando a diversidade.
Estados e municípios podem aderir. No então, ao se observar as políticas do Ministério, o fundamental é saber que existem propostas que complementam o PNC e que, observadas em seu conjunto, compõem um arcabouço institucional com direitos e deveres bem definidos para as três esferas da administração pública: municipais, estaduais e federal.

Em Blumenau, esses projetos têm motivado artistas, produtores e entidades da área a imbricar o poder público municipal nestes movimentos.  Tem sido difícil, tarefa hercúlea. Primeiro, pelo desinteresse do executivo, segundo pela inaptidão da presidente da Fundação Cultural de Blumenau e, terceiro, porque a produção artística e cultural local tem suas qualidades e muitas contradições. Uma dessas refere-se ao fato de ainda não ser um segmento protagonista de peso no cenário do poder político local, que, por sua vez, nos remete o desinteresse como pauta política por parte do executivo e legislativo.

Há pessoas e grupos que preferem que as políticas culturais sirvam apenas a poucos interesses, bastante autoritários e que destilam preconceitos. Estes conseguem barrar os avanços institucionais indispensáveis ao aprimoramento da gestão pública. Para quem não acredita que a arte e cultura podem assumir importância nas estratégias de desenvolvimento (social, econômico, político, cultural e ambientalmente) possivelmente vê a arte como mera finalidade estética, em que artistas renomados caem do céu com seus trabalhos prontos. Isso representa um unilateralismo que não leva em conta todas as dimensões existentes em torno disso que é a cultura. É a visão elitista de civilização (aqui entendida como cultura) e da arte, reproduzindo e ampliando diferenças sociais.

Cabe dizer que as ações dos artistas, produtores e associações/entidades culturais visam promover não a diferença, mas valorizar a diversidade. E para isso, no tipo de Estado que existe hoje, passa pela racionalização do aparelho estatal, isto é, aquilo que muitos países europeus fizeram no século XX, mas que no Brasil ainda não é um projeto realizado: isonomia, igualdade para disputar oportunidades. Quem está militando por políticas culturais espera contribuir para romper com o assistencialismo barato (dar pouco pra muitos e muito para poucos – neste caso, os grandes artistas renomados). Hip Hop, Capoeira, Nordestino, Arte Contemporânea, Teatro? Levam migalhas. Blumenau é cada vez mais diversa e plural. Sempre foi, mas um mito foi construído, em partes para campanhas de marketing.


A 5ª Edição da Conferência.
Era certo, na avaliação de alguns conselheiros municipais de cultura, de que esta edição contaria com participação reduzida, se comparada com 2009, em especial pela sensação de impotência do Conselho Municipal de Cultura diante do ignorar permanente de João Paulo Kleinubing para com a pauta cultural.

E não é por menos. Como exemplo anedótico, o indicado para representar o prefeito na abertura da conferência, Rufinus Seibt, teve passagem inesquecível quando pediu recursos financeiros para realizar um sonho seu: um festival de musica em Blumenau, como se nenhuma pauta de reivindicações tivesse sido apresentada. Vai ter que pegar senha e esperar na fila.

O foco da 5ª Conferência Municipal de Cultura de Blumenau esteve com os trabalhos práticos de montagem do Plano Municipal de Cultura, numa tentativa de modernizar a gestão cultural aqui em Alles Blau. O resultado da conferência vai contribuir para a convergência de direitos e deveres na área cultural entre Blumenau e Governo Federal/Estadual, potencializando as políticas públicas. O passo seguinte é a sua aprovação pelo executivo e legislativo municipal.

Outras questões importantes que também estiveram presentes na conferência foram: a aprovação da lei que cria e regulamenta o novo conselho municipal de políticas culturais, de caráter paritário, substituindo o obsoleto modelo atual e; a criação de um Sistema Municipal de Financiamento Cultural, baseado no fortalecimento dos repasses orçamentários para a FCblu, para o fundo municipal de apoio a cultura e a criação de um mecanismo de mecenato municipal baseado em renúncia fiscal a partir da arrecadação de tributos ISSQN e IPTU. 

A próxima edição da conferência vai acontecer em maio de 2011 exclusivamente para discutir e organizar o sistema municipal de cultura, um modelo de gestão articulada entre poder público e sociedade civil. A decisão de ir para o início do ano deve-se ao fato de que novembro não é um bom mês para se continuar debates, pois o recesso e as férias causam um vazio.

Como conselheiro municipal de cultura, como futuro pesquisador da área e como militante cultural, compartilho do ceticismo de muitos quanto a melhorias no cenário cultural. Porém, precisamos participar de toda essa movimentação, valorizar e fortalecer essas instâncias democráticas, como pode ser uma conferência. O conselho precisa ser mais incisivo e menos sutil. À prefeitura e a Fundação, executar as propostas. Mas todo mundo tem que manter a Utopia acessa, indagando-se sobre os caminhos e as possibilidades que nos levam a esse Querer. É gostar do ousado exercício de democracia criativa.

Márcio José Cubiak – Mestrando no Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento Regional da FURB e conselheiro municipal de Cultura de Blumenau. 

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Comentário recebido sobre as Moções de Repúdio tiradas na 5a conferência municipal de cultura

Destaco este comentário recebido sobre as moções de repúdio tiradas pela 5a Conferência Municipal de Cultura e sobre minha ação na área de cultura.


Recebo a crítica, mas discordo em grau, número e gênero. Se eu fiz parte, num passado, do Partido dos Trabalhadores, hoje posso ser parceiro do partido, de acordo com as forças históricas em jogo. Apesar de muitos amigos petistas, ressalto minha independência e minha crítica. Mas, se estou na chuva, estou para molhar. 

A respeito da produção cultural blumenauense, com suas qualidades e contradições, deixo que os fazedores se manifestem.


Quanto ao fato de ser intelectual, ainda não sou, mas trabalho orgulhosamente para tal empreendimento. Eu não me beneficio nem com vermelhos, nem com azuis. Se já trabalhei para vermelhos é porque dei contribuições que me gabaritaram para tal. Não produzo arte, trabalho com grupos culturais da cidade, através de projetos, tendo contribuído com quase R$ 300 mil em projetos de captação neste ano de 2010. Hoje, pendo a pensar a Cultura como objeto de pesquisa mesmo, já que mestrando em Desenvolvimento Regional. Mas não me envergonho de que o SR. Fermino ou este pseudônimo me critique por ter posição Política. 


Espero outro comentário, no qual o Sr. possa elencar todos os benefícios, digamos, obtidos por minha pessoa até o momento com esta luta que faço parte (portanto, havendo muitos outros).

Convido a novos debates com Sr. Fernando Fermino.


PS - A Capela Sistina, trabalho terminado pelo gênio Michellangelo, só foi possível graças a uma coisa chamada Mecenato. É isso que buscamos, potencializar a criatividade. 
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Balelas pífias de um povo sem vontade de produzir e que projeta em outros, o resultado de sua própria inoperância. Artistas conscientes produzem! Os grandes artistas de Blumenau não têm tempo para panelaço. Estão expondo, criando, fazendo aquilo a que tem direito. Alguém aqui acredita que os afrescos da capela cistina foram desenvolvidos mediante edital e política assistencialista? Não Senhores... Foi competência do artista! E como conseguiu tal conhecimento? _Estudando, trabalhando, F A Z E N D O ! ! ! Assistência, apoio, ajuda é importante, porém não é tudo, arte é muito mais. Mas na verdade não é arte que se quer não é mesmo? É circo!!! Politicagem barata feita por gente baixa que só se beneficiar. Ou tem outra explicação para o fato do amigo que postou as moções ser Petista roxo? Claro que vai pedir moção de repúdio ao prefeito, a quem mais ia pedir? A Família Lima? Briga política. Briga babaca: de um lado os governistas, que fazem o que podem e são xingados, de outro a oposição que não faz e chinga, na retaguarda, sempre na retaguarda, o cabeça de microfone, que lambe dos dois lados pra tirar proveito, e no meio o povo, que tem mais o que fazer... Tipo trabalhar... Porque só assim a comida vai pra mesa. Existem alguns que vão na onda, a estes eu digo: Não sejam cordeiros, filiem-se num partido e vão brigar com propriedade, ou então, vão produzir e sejam artistas. Deixo também uma dica a todos os pseudointelectuais de cultura, governistas ou oposicionistas, vão trabalhar, às vezes é bom, pois o que vocês produzem, é o que vai perdurar. Mas se beneficiar do conselho não vale tá. Tem que ser na raça ok. Quem é bom se destaca. Incompetência não é culpa do governo, apesar de que incompetentes existes em todos os lugares.

Por Fernando Firmino

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Notas de Repúdio tiradas na 5a Conferência Municipal de Cultura de Blumenau

As notas de repúdio tiradas na 5a Conferência Municipal de Cultura serão, ficarão, mais uma vez, restritas a artistas (os interessado não só em financiamento e próprio umbigo), produtores culturais (cada vez mais desmotivados) e alguns integrantes da comunidade interessada em artes e Cultura?


Kleinubinho...  mandou pra conferência o vice-prefeito-decorativo Ave Rufinus (do tipo Avé César, ok?) para falar asneiras...Sacaninha esse  prefeito, CEO de muiiiiitas empresas Blumenauenses como Shoppings Centers e empresas do ramo do esgoto....


Se eu não fosse assim, meio ateu, desejaria que essa tchurma queimasse no fogo do inferno (licença poética). Mas como sou...sugiro prefeito e vice visita ao OTORRINOLARINGOLOGISTA para tratar da surdez... 



NOTA DE REPÚDIO


                A 5a Conferência Municipal de Cultura de Blumenau realizada nos dias 19 e 20 de novembro de 2010 aprova por unanimidade nota de repúdio ao Executivo Municipal, ao Prefeito João Paulo Kleinubing e o vice-prefeito Rufinus Seibt pelos sucessivos descasos com que têm tratado a cultura e a arte no município de Blumenau, pelo sucateamento do estrutura pública, pela ausência de políticas públicas voltadas para a cultura, pela falta de investimentos, e pela ausência de diálogo e providências mediante as subsequentes  reinvindicações e manifestações de descontentamento da classe artística e da sociedade blumenauense.
                 A  Cultura é  um direito fundamental do cidadão, cabendo ao Estado ser o principal agente de fomento e socializaçao. Não existe desenvolvimento social e econômico, sem o desenvolvimento humano.

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NOTA DE REPÚDIO

                A 5a Conferência Municipal de Cultura de Blumenau realizada nos dias 19 e 20 de novembro de 2010 aprova por unanimidade nota de repúdio ao Legislativo Municipal que, além de ter demonstrado frequente descaso e falta de compromisso com a cultura, manifesta agora interesse em tomar o prédio da Fundação Cultural de Blumenau - a " Casa" da  cultura no município, um dos poucos espaços públicos destinados as manifestações e  atividades artísticas - para instalação da sua propria sede, a Câmara dos Vereadores.
                A  Cultura é  um direito fundamental do cidadão, cabendo ao Estado ser o principal agente de fomento e socializaçao. Não existe desenvolvimento social e economico, sem o desenvolvimento humano.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

5ª Conferência Municipal de Cultura de Blumenau

O Conselho está trabalhando a todo vapor na preparação da Conferência Municipal de Cultura 2010, que irá discutir e aprovar o Plano Municipal de Cultura de Blumenau, ferramenta que irá nortear as políticas culturais em nosso município pelos próximos dez anos.
A Conferencia acontecerá nos dias 19 de novembro, sexta-feira, à noite, e no sábado, 20, o dia todo. 
Os participantes devem escolher de qual grupo de trabalho querem participar, são três as opções:

- GT1 Legislação Municipal de Cultura:  irá fazer a revisão da lei de incentivo e trabalhar na elaboração de minutas para novos projetos de lei para regular o setor no município.

- GT2 Políticas e Ações Culturais: irá elaborar as diretrizes e parâmetros politico-culturais que irão definir prioridades eguiar os investimentos e ações na área pelo próximo decênio.

- GT3 Equipamentos Culturais: Espaços, tecnologias e recursos humanos: irá discutir e propor a alteração, formatação e criação de espaços culturais, tecnologias e infra-estrutura, assim como do quadro profissional da Fundação Cultural e suas unidades.


Inscrições:

A hora de participar é agora!
Inscrições a  partir de 05/ 11.

Em breve, mais informações!